Análise Técnica IMF – Euro/Libra forma “topo” após forte subida

IMF – Euro/Libra forma “topo” após forte subida

Quebra de suporte atribui maior importância à correção em baixa do Eur/Gbp. Eur/Usd volta a ultrapassar $1.20. Crude e ouro também sobem.
IMF – Euro/Libra forma “topo” após forte subida
O Eur/Gbp interrompeu a subida quase ininterrupta, desenvolvida desde os primeiros dias de agosto. O par renovou máximos desde outubro de 2016 (£0.9306), mas no final do mês passado iniciou uma correção. Este movimento é natural face à dimensão e velocidade da subida registada nas semanas anteriores, mas a correção ganhou agora maior relevância após a quebra do suporte das £0.9140. O Eur/Gbp sinalizou a formação de um "topo" nas £0.93, ficando agora vulnerável a um recuo até à zona das £0.90 e à trendline ascendente que passa nesta altura nas £0.9030. Numa perspetiva de médio prazo, o movimento principal de alta apenas seria neutralizado com um regresso a níveis abaixo das £0.8870.


Euro/Dólar novamente acima de $1.20

O Eur/Usd regressou a níveis acima de $1.20 e renovou máximos desde janeiro de 2015 ($1.2092). O BCE não fez alterações de política monetária, mas deu a entender que haverá novidades na reunião de outubro. Mario Draghi também não deu indícios de que o BCE irá opor-se, para já, à tendência de valorização do euro.

Do ponto de vista técnico, ao estabelecer novos máximos de ciclo o Eur/Usd mantém intacta a tendência principal de alta, desenvolvida desde o início do ano. As próximas referências situam-se nos $1.2170 (50% da queda desde $1.40 a $1.0350), e nos $1.2250 (anterior suporte). Em baixa, o suporte mais próximo está agora fixado nos $1.1830, antes dos $1.1680. Abaixo destes níveis o par confirmaria a formação de um "topo", mas para já continua sem oferecer sinais relevantes nesse sentido.


CRUDE interrompe série de perdas

O crude avançou pela primeira vez nas últimas seis semanas, beneficiando do regresso à atividade de muitas refinarias nos EUA, que tinham sido forçadas a encerrar devido ao furacão Harvey – apenas cerca de 8% da capacidade de refinação nos EUA permanece suspensa, face aos 25% iniciais.

A recuperação do crude foi para já travada na trendline descendente, que tem atuado como resistência desde fevereiro - enquanto for respeitada, a tendência principal de baixa segue intacta. Em caso de quebra em alta, o crude enfrenta nova resistência na zona dos $50.00/40, sendo que apenas acima destes níveis poderia ganhar maior impulso para uma subida até $52. Do lado inferior, a zona de suporte a ter em conta mantém-se entre os $45.40 e $46.50.


Ouro atinge máximos de um ano

O ouro manteve o ritmo de ganhos e já atingiu máximos desde agosto de 2016 ($1357/onça). Os preços continuam suportados pelo clima de aversão ao risco, face à tensão na Coreia do Norte, bem como pela perspetiva de uma subida de taxas de juro mais lenta nos EUA.

Tecnicamente, o maior destaque é o facto de o ouro continuar a dar sinais de força, com mais uma zona de resistência quebrada ($1340/$1350). A tendência de alta segue intacta e é plausível uma aproximação à zona dos $1375 (máximos de vários anos, atingidos em 2016). Face à dimensão e velocidade das subidas das últimas semanas, essa referência poderá não ser atingida antes de um período de consolidação/correção. Em todo o caso, um sinal de maior fraqueza surge apenas abaixo dos $1300.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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