Análise Técnica IMF – Euro/Libra sugere retoma da tendência de alta

IMF – Euro/Libra sugere retoma da tendência de alta

Quebra em alta do intervalo de consolidação sugere nova aproximação aos máximos de ciclo. Eur/Usd continua a recuperar terreno, crude corrige em baixa e ouro avança para máximos de sete semanas.
IMF – Euro/Libra sugere retoma da tendência de alta
A tendência de alta no Eur/Gbp começou a ser desenvolvida em dezembro de 2015, altura em que o par atingiu níveis abaixo de £0.70. A subida culminou na ascensão a máximos desde 2009, acima de £0.93, já em outubro de 2016.
Seguiu-se uma correção e o regresso a um intervalo de consolidação entre £0.8250 e £0.8700. A quebra de um destes limites poderia ajudar a determinar se se tratou apenas de mais um período de consolidação do movimento principal de alta, ou de reversão ao mesmo. A resposta poderá ter surgido esta semana, com a quebra em alta das £0.8700 a sugerir agora a retoma da tendência. Esta perspetiva ganharia sustentação acima das £0.9050, cuja quebra abriria espaço para um teste às £0.9365. Por outro lado, um regresso a níveis abaixo de £0.8700 fragiliza este cenário, com suportes seguintes nas £0.8450 e na média móvel de 200 dias.


Euro/Dólar prossegue recuperação
O Eur/Usd ganhou terreno pela terceira semana consecutiva, mais uma vez conduzido pelo dólar. A moeda norte-americana foi penalizada com a falta de detalhes prestados por Donald Trump, na sua intervenção de quarta-feira, relativamente aos planos económicos da sua Administração.
Continua em vigor o cenário técnico de recuperação de curto prazo, que tem sido formado desde os $1.0350, mantendo-se válida a perspetiva de que terá já sido estabelecido um "fundo" nessa zona. A região entre $1.0650/80 oferece agora alguma resistência, com uma eventual quebra a poder abrir espaço até $1.0800/50. Apenas acima destes níveis ficaria comprometida a tendência dominante de baixa.


CRUDE interrompe ganhos
O crude sofreu a primeira queda semanal nas últimas quatro semanas. As perdas refletiram sobretudo as primeiras dúvidas do mercado relativamente ao cumprimento dos cortes de produção, acordados entre os membros da OPEP e países fora do cartel.
No cenário técnico, esta correção em baixa não coloca em causa a tendência principal de alta, tendo o crude encontrado para já suporte em torno dos $51.00. A zona mais relevante situa-se, contudo, entre os $49 e $50, sendo que apenas uma eventual quebra em baixa sinalizaria uma reversão, abrindo espaço até à linha de tendência ascendente de médio prazo. Do lado superior, a resistência mantém-se nos $55.00, seguida pelos $56.50 (níveis de 2015).


OURO em máximos de sete semanas
O ouro avançou pela terceira semana consecutiva e apresentou ganhos em oito das últimas nove sessões. O "metal precioso" segue em máximos de sete semanas, beneficiando da fraqueza do dólar e da ausência de detalhes quanto aos estímulos fiscais a implementar por Donald Trump.
Tecnicamente, o ouro confirmou a aproximação aos $1200/10, que constituem agora uma importante zona de resistência. Uma eventual quebra significaria o regresso a níveis mais "neutrais" em termos de médio prazo – referência seguinte situa-se nos $1230. Tendo em conta a subida quase ininterrupta das últimas semanas, é plausível que o mercado aproveite esta resistência ($1200/10) para uma retração. Em todo o caso, o cenário de recuperação apenas fica comprometido abaixo de $1150/60.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub