Análise Técnica IMF – FTSE com tendência de alta ameaçada

IMF – FTSE com tendência de alta ameaçada

Índice britânico terá formado um “topo” e testa agora zona de suporte. Eur/Usd tenta correção em alta, crude avança e ouro continua frágil.
IMF – FTSE com tendência de alta ameaçada
O índice britânico FTSE 100 apresentou uma tendência clara de alta, entre o final de junho e o início de outubro, um período onde a libra sofreu uma forte desvalorização. Contudo, nos últimos dois meses registou-se uma correção que poderá agora colocar em causa o movimento principal.
O índice aparenta ter formado um "topo" em torno dos 7120 pontos, máximos históricos que já em meados de 2015 tinham travado o FTSE. O recuo que se observou desde aí, ameaça agora a zona dos 6600/6650 pontos, suporte anterior e retração de Fibonacci da subida entre os 5800 e os 7120 pontos. Caso quebre aqueles níveis, as perdas poderão prolongar-se imediatamente até aos 6450 pontos, conferindo nesse cenário uma toada de maior neutralidade ao índice em termos de médio prazo. Esta perspetiva negativa perde força acima da região dos 6900 pontos.


Euro/Dólar prossegue tentativa de correção
O Eur/Usd recuperou ligeiramente em alta na última semana, essencialmente devido ao tom corretivo apresentado pelo dólar, após os ganhos obtidos em novembro. Em termos fundamentais, permanece a perspetiva de subida de taxas de juro da FED este mês.
No cenário técnico, continua válida a tentativa de formação de um "fundo" na zona dos $1.0520, que ganharia maior sustentação com uma eventual quebra em alta da região dos $1.0680/$1.0710. Em todo o caso, por agora trata-se apenas de uma correção de curto prazo, com a tendência principal a permanecer de baixa, ficando apenas neutralizada acima de $1.0820. Por outro lado, seria retomada abaixo de $1.0520.


CRUDE avança e testa importante resistência
O crude registou um forte impulso em alta nos últimos dias, beneficiando do acordo alcançado pelos países membros da OPEP, juntamente com a Rússia, para um corte na produção de petróleo. O objetivo passa por conter o excesso de oferta global.
Tecnicamente o movimento tem relevância, uma vez que o crude encontra-se agora a testar uma importante resistência, em torno dos $52.00. A concretizar-se a quebra, algo que nesta altura parece plausível, o crude interrompe o período de lateralização que vigorou nos últimos meses, retomando a tendência de alta desenvolvida a partir de fevereiro - o objetivo seguinte situa-se na região dos $53.50/$54.00. Caso falhe a quebra, prevalece a toada de consolidação entre $43.00 e $52.00.


OURO mantém cenário de fragilidade
Os preços do ouro recuaram pela quarta semana consecutiva, renovando mínimos desde fevereiro. A perspetiva de taxas de juro mais elevadas nos EUA continua a criar um contexto menos atrativo à compra de um ativo sem rendimento como o ouro.
Do ponto de vista técnico, o cenário de curto prazo continua negativo, assumindo um tom de maior neutralidade apenas acima dos $1200 (anterior suporte, agora resistência). Em todo o caso, o ouro não ofereceu ainda sinais de correção significativos, continuando por agora a apontar à zona dos $1100. Em termos de médio prazo, a quebra dos $1200 conferiu também ao ouro uma toada de baixa.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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