Análise Técnica IMF – Gbp/Usd atinge valores máximos desde o Brexit

IMF – Gbp/Usd atinge valores máximos desde o Brexit

Libra quebra resistência importante e negoceia em máximos de 19 meses; Euro/Dólar em máximos de três anos; Crude corrige em baixa após atingir máximos de 2014; Cotação do Ouro sobe com enfraquecimento do dólar.
IMF – Gbp/Usd atinge valores máximos desde o Brexit
Libra avança sobre o dólar e atinge máximos de desde do Brexit

O Gbp/Usd atingiu máximos de 24 de junho de 2016 (cerca de 19 meses), dia em que o Reino Unido decidiu sair da União Europeia. A libra tem vindo a ser suportada pelo aumento da confiança de um Brexit menos turbulento e dados macroeconómicos ligeiramente otimistas. A última semana foi marcada pelo início de uma remodelação governamental por parte de Theresa May, após meses de divisões sobre a saída da União Europeia e vários escândalos. May tenta criar um "novo começo" para o governo.

Tecnicamente, o par acabou por confirmar o rompimento à formação do triângulo ascendente, ao quebrar em alta a resistência em torno de $1.3620, abrindo terreno para novos máximos relativos. Estes níveis poderão trazer alguma incerteza em termos de resistências e poderá haver alguma correção a curto prazo. Esta correção será mais provável caso haja um rally de curtíssimo prazo, com o par a entrar em níveis overbought.


Eur/Usd em máximo de três anos

O Eur/Usd continua a demonstrar o sentimento bullish, atingindo máximos de três anos. Na sexta feira foi anunciado um princípio de acordo entre os partidos de Angela Merkel (CDU) e de Martin Schulz (SPD) para se chegar a uma coligação governamental. Um dia antes, as minutas da reunião de dezembro do BCE deram a entender a comunicação sobre a política monetária poderá ser alterada já no início de 2018 o que é uma forma de dizer que o BCE poderá sinalizar uma retirada completa dos estímulos monetários após setembro.

Tecnicamente, o par neste momento não tem barreiras muito relevantes a ter em conta (níveis históricos de curto prazo), mas poderá encontrar alguma dificuldade em torno da linha superior do canal ascendente em que se situa inserido, devendo corrigir os ganhos verificados. A médio prazo o clima em torno do Eur/Usd permanece otimista e aponta para novos máximos num futuro próximo.


Crude corrige em baixa após atingir máximos de 2014

O crude atingiu um máximo de dezembro de 2014 nos $64.77/barril, tendo registado um movimento ascendente em 7.60% até atingir esse pico este ano. No entanto, vários analistas já deixaram um aviso para um possível recuo no início deste ano, apesar de acreditarem que as condições gerais do mercado continuam fortes e a justificar a subida do preço do mesmo, no seguimento dos cortes na produção imposto pela OPEP e pela Rússia.

Tecnicamente, o "ouro negro" quebrou a resistência dos $61.50, assim como a cunha ascendente de curto prazo em alta, encontrando-se de momento a corrigir para valores compreendidos entre as duas linhas de tendência do referido canal. Sendo que a próxima grande barreira ao avanço do preço do barril de petróleo se cifra em $68.80/barril, não se espera grande resistência à sua provável subida no curto prazo.


Cotação do Ouro sobe com enfraquecimento do dólar

O ouro deu seguimento ao ritmo de alta da sua cotação desde meados de dezembro, apesar de ter recuado ligeiramente para valores próximos da resistência dos $1310, derrubada na semana passada. Contudo, o "metal precioso" recuperou dessa ligeira queda e encontra-se novamente em rota ascendente no seguimento da depreciação do dólar. O facto de já haver acordo político na Alemanha, levou à subida do câmbio Eur/Usd, o que influencia negativamente o preço do ouro.

A nível técnico, o ouro aproxima-se para valores ainda mais próximos da resistência dos $1355, sendo possível que esta venha a ser testada no curto prazo. A commodity mantém-se uma vez mais acima da linha de tendência positiva de curto prazo.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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