Análise Técnica IMF – Libra/Dólar compromete tentativa de recuperação

IMF – Libra/Dólar compromete tentativa de recuperação

Gbp/Usd quebra suporte e volta a apontar aos mínimos. Eur/Usd consolida após novos mínimos de 13 anos, crude mantém toada de alta e ouro continua frágil.
IMF – Libra/Dólar compromete tentativa de recuperação
A queda do Gbp/Usd no "pós-referendo" no Reino Unido decorreu essencialmente em duas vagas: a primeira nas semanas imediatamente a seguir à sua realização, e a segunda no início de outubro.
A partir daí o "cable" tentou formar uma base a partir de $1.2100 (excluindo o dia do "flash crash" que o levou momentaneamente até abaixo de $1.1500), iniciando aí uma recuperação em alta. Esta foi, contudo, claramente travada na zona de $1.2780 já neste mês de dezembro. Seguiu-se uma correção em baixa, que assumiu esta semana contornos mais relevantes, depois de o par quebrar a trendline ascendente e o suporte dos $1.2320. Deste modo, o cenário de recuperação ficou comprometido, sendo que o Gbp/Usd aponta agora a novo teste aos $1.2100, cuja eventual quebra significaria a retoma da tendência principal de baixa.


Euro/Dólar corrige após renovar mínimos de 13 anos
O Eur/Usd renovou mínimos de 13 anos, depois de Janet Yellen (FED) ter salientado o bom momento do mercado laboral norte-americano. O par sofreu depois uma correção em alta, eventualmente ligada a fecho de posições antes do período festivo.
De facto, por agora trata-se apenas de uma ligeira retração técnica, que não coloca em causa a tendência principal de baixa. No curtíssimo prazo a toada é de consolidação, com um sinal de correção mais relevante a surgir apenas acima dos $1.0520. Os $1.0350 são os novos mínimos de ciclo e formam assim o suporte a ter em conta, abaixo do qual seria retomado o movimento principal, com $1.0200 como referência seguinte.


CRUDE mantém toada de alta
Os preços do crude continuam suportados no acordo alcançado por países da OPEP e de fora do cartel para uma redução da produção. Contudo, os ganhos foram limitados nos últimos dias pelo aumento dos stocks nos EUA, bem como pela notícia da reabertura de oleodutos na Líbia.
O crude sofreu nova retração após mais um teste falhado à resistência em torno dos $54.00. Contudo, os mínimos relativos cada vez mais altos continuam a conferir-lhe uma toada de alta no curto prazo - uma eventual quebra dos $54.00 abriria espaço até $56.50. Assim, a tendência de alta continua intacta, sendo que uma indicação de fragilidade mais relevante seria dada apenas abaixo da zona dos $49.00/$50.00.

OURO cai pela sétima semana consecutiva
Apesar de ter negociado nos últimos dias mais lateral, o ouro não evitou a sétima semana consecutiva a perder terreno. Sem novos desenvolvimentos com impacto no mercado, os preços continuam pressionados pela perspetiva de taxas de juro mais altas nos EUA, no próximo ano.
Tecnicamente nada de significativo se alterou. Apesar de ter moderado as perdas, o ouro não deu ainda sinais de ter atingido um "fundo", continuando a dar sinais de fragilidade no curto prazo. Deste modo, continua a antever-se uma aproximação à zona de suporte entre os $1070 e os $1100. Este viés de baixa apenas seria negado com uma quebra em alta dos $1200.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.



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