Análise Técnica IMF – PSI 20 arrisca correção de curto prazo

IMF – PSI 20 arrisca correção de curto prazo

Após forte subida, índice de Lisboa poderá estar a formar um “topo” próximo dos 5300 pontos. Euro/Dólar e ouro consolidam. Crude ressalta após mínimos desde novembro.
IMF – PSI 20 arrisca correção de curto prazo
O PSI 20 tem vindo a desenvolver nos últimos meses uma tendência de alta, tendo atingido na última semana máximos desde janeiro de 2016. O índice quebrou as resistências dos 5125 e 5200 pontos, tendo como próxima referência os 5350. Apesar de não ter dado ainda sinais de fragilidade relevantes, a dimensão da subida torna cada vez mais provável uma correção de curto prazo. Um "topo" pode já estar a formar-se nos 5290 pontos, uma perspetiva que ganharia força abaixo dos 5200 pontos. Em todo o caso, a tendência principal apenas seria neutralizada abaixo dos 5000 pontos.


Euro/Dólar em consolidação
O Eur/Usd recuou na última semana, num comportamento típico de "comprar no rumor, vender na notícia", relativamente ao resultado das eleições em França. Contudo, dados económicos negativos nos EUA, colocaram o dólar sob pressão no final da semana.
O Eur/Usd voltou a respeitar o suporte dos $1.0850, e o comportamento da última semana sugere a continuidade da toada de consolidação no curto prazo - o intervalo entre $1.0850 e $1.0950 marca os limites técnicos mais próximos a ter em conta. Uma eventual quebra em baixa permite perspetivar o fecho do "gap" entre $1.0780 e $1.0820; caso a quebra seja em alta, os $1.1020 poderão ser novamente testados. Em termos de médio prazo, o cenário de mínimos e máximos relativos cada vez mais altos continua em vigor.


CRUDE ressalta desde mínimos de novembro
O crude interrompeu a série de perdas das três semanas anteriores. Os inventários nos EUA sofreram a maior queda semanal deste ano, havendo também maior confiança quanto a uma extensão dos cortes de produção por parte da OPEP.
O crude vai oferecendo nesta altura sinais técnicos algo indefinidos. No curto prazo, a recuperação acima dos $47.20 volta a conferir uma toada mais "neutral", com resistências situadas agora nos $48.80 e $50.00 (também referência psicológica). Entre os $49.00 e os $50.00 confluem também as médias móveis de 50 e 200 dias, o que poderá limitar os ganhos. Numa perspetiva de médio prazo, a tendência prossegue de lateralização enquanto entre $43.00 e $55.


OURO interrompe série de perdas
Após três semanas a cair, os preços do ouro consolidaram na última semana. A polémica envolvendo Donald Trump e o FBI ofereceu algum suporte, mas a expectativa de uma subida de taxas de juro nos EUA limitou os ganhos.
Em termos técnicos, o viés de baixa no curto prazo ainda não foi negado, mas o ouro tenta formar uma "base" a partir dos $1210. Esta perspetiva ganharia sustentação com um eventual regresso ao intervalo de neutralidade entre $1240 e $1260. No médio prazo, o cenário de mínimos relativos cada vez mais altos continua válido, pelo que a tendência dominante apenas ficaria comprometida abaixo dos $1190.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.



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comentários mais recentes
j Há 1 semana

o bcp o maior cancro da bolsa já está a fazer a correção do dia seguinte à apresentação de resultados.o bcp está mesmo falido há 1 semana k virou um borrão vermelho.é só fazer a análise ao balanço para se chegar à triste conclusão que o bcp cancro com tanto bilião de crédito mal parado=falido,fujam!

Camponio da beira Há 1 semana

Ao G: fez evaporrar dos bolsdos de alguns nmas foi parar aos bolsos de outros....por isso é que cada vez há mais pobres e mais meia aduzia de ricos. Os 35 mil milhõies que segundo Ulrich se evaporararm dos bancos alguém os têm.

g Há 1 semana

este comentário só pode dar pra rir...a bolsa valorizou 12% e em 2016 afundou mais de 71% 2016 45% 2015...como é possível virem estes abutres dizer que se aproxima uma forte correção do índice?...a bolsa de 2011 até 2016 fez evaporar mais de 99%...o bcp perdeu mais de 900% a sonae idem mais 500%!

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