Análise Técnica IMF – PSI 20 mantém tendência de baixa

IMF – PSI 20 mantém tendência de baixa

Índice de Lisboa tenta recuperação mas mantém-se abaixo de importantes resistências. Eur/Usd cai para mínimos de 13 anos e ouro prolonga perdas. Crude mantém perspetiva de alta.
IMF – PSI 20 mantém tendência de baixa
O PSI 20 avançou na última semana e quebrou, momentaneamente, a linha de tendência descendente que vem limitando o índice desde dezembro de 2015. Apesar deste sinal positivo, o movimento não teve para já continuidade. O índice terá formado um máximo relativo mais baixo, sendo que a recuperação não foi também capaz de atingir a média móvel de 200 dias (MM 200), em torno dos 4700 pontos. Neste sentido, o cenário de curto prazo não se alterou, mantendo-se a toada de baixa, que apenas seria negada acima da MM 200, assim como da região entre os 4750 e os 4850 pontos. Numa perspetiva de médio prazo, a tendência é igualmente de baixa, sendo neutralizada apenas acima dos 5200 pontos.


Euro/Dólar cai para mínimos de 13 anos
O Eur/Usd caiu para mínimos desde 2003. A FED não surpreendeu o mercado com a subida de taxas de juro aplicada esta semana, mas sinalizou um ritmo de subidas para o próximo ano mais agressivo do que se esperava, dando força ao dólar.
O movimento deveu-se também a questões técnicas. Os $1.0460 formavam a única referência enquanto suporte nos níveis mais próximos, pelo que a sua quebra terá levado muitas ordens "stop" a serem executadas. A tendência de baixa no curto prazo foi retomada, sendo que um sinal de correção surge agora apenas acima dos $1.0510/20. Em termos de médio prazo, o intervalo de lateralização entre $1.05 e $1.15 foi também quebrado, conferindo ao par uma toada de baixa também nesse horizonte temporal.


CRUDE corrige após máximos de 17 meses
Os preços do crude subiram até máximos desde julho de 2015, beneficiando ainda do acordo de produtores para uma redução da oferta no próximo ano. Seguiu-se uma correção, com as cotações a serem penalizadas pela força do dólar, assim como pela subida dos inventários semanais nos EUA.
O crude ultrapassou os $52.00, tendo entretanto testado a resistência situada nos $53.50/$54.00. Apesar de o movimento não ter tido para já seguimento, a formação de um novo máximo relativo superior sugere a retoma da tendência ascendente, desenvolvida a partir de fevereiro – a próxima referência enquanto resistência situa-se nos $56.50. Em termos de curto prazo, uma indicação de fragilidade seria dada apenas abaixo da zona dos $49.00.


OURO prolonga perdas
O ouro caiu pela sexta semana consecutiva, renovando mínimos desde fevereiro. Os preços continuam a ser pressionado pelas perspetivas de taxas de juro mais altas nos EUA, assim como pelo sentimento positivo nos mercados acionistas.
Desde a quebra em baixa dos $1200, o ouro agravou a tendência de baixa no curto prazo, aproximando-se gradualmente da zona de suporte entre os $1070 e os $1100. Não há para já sinais de formação de um "fundo", o que sugere que esses níveis poderão de facto ser visitados. A quebra dos $1200 foi igualmente importante para o cenário de médio prazo, cuja toada também é agora de baixa.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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