Análise Técnica IMF – PSI 20 segue em consolidação

IMF – PSI 20 segue em consolidação

Índice de Lisboa estabiliza, mas mantém tendência ascendente no médio prazo. Maior aversão ao risco nos mercados leva ouro a atingir máximos do ano.
IMF – PSI 20 segue em consolidação
O comportamento do PSI 20 tem sido marcado por alguma neutralidade, nas últimas semanas. O índice de Lisboa foi, por agora, incapaz de quebrar em alta os 5350 pontos, estando a consolidar entre os 5120 e os 5350 pontos. Esses continuam a ser esses os níveis a vigiar nesta fase, sendo que uma eventual quebra em alta abre espaço para o índice progredir até aos 5435 pontos, com 5620 como resistência seguinte. Do lado inferior, aos 5120 seguem-se os 5000 pontos enquanto suporte a ter em conta.

Numa perspetiva de médio prazo, a tendência permanece positiva, pelo que a resolução em alta desta figura ainda é o cenário mais provável, mas exige a quebra clara dos 5350 pontos.



Euro/Dólar corrige em baixa
O alívio nos receios geopolíticos em torno da situação entre os EUA e a Coreia do Norte, abriu espaço a uma ligeira correção em baixa do Eur/Usd. No que diz respeito às minutas da FED e do BCE, deram em ambos os casos sinais de alguma cautela quanto à redução dos estímulos monetários.

O Eur/Usd recuou desde os máximos de 30 meses, atingidos no início do mês ($1.1910). Contudo, os sinais de correção em baixa são ainda algo tímidos, com suporte fixado agora nos $1.1660/80. Uma eventual quebra abriria espaço para uma aproximação à região em torno dos $1.1600, onde conflui um suporte anterior e a linha de tendência. Caso volte a falhar a quebra em baixa daqueles níveis, prevalece a toada de consolidação no curto prazo, entre $1.1680 e $1.1850, mantendo-se a tendência ascendente no médio prazo.



CRUDE volta a perder terreno
O crude recuou pela terceira semana consecutiva, pressionado pelos receios em torno da fraca procura da China. Os números da produção norte-americana apontam também para a continuação de uma subida da oferta.

No cenário técnico, em termos de médio prazo continua em curso a tendência de baixa, cujo ritmo vai sendo marcado pela trendline descendente – apenas a sua quebra em alta oferece um sinal de reversão. Num prazo mais curto, mantém-se para já válida a tentativa de recuperação em alta, iniciada nos $42, com o crude a formar desde aí mínimos relativos cada vez mais altos. Este cenário ficaria anulado abaixo de $45.40.



Ouro renova máximos do ano
O ouro avançou pela segunda semana consecutiva e renovou máximos do ano. O metal precioso voltou a aproveitar o clima de maior aversão ao risco, provocado pelas crescentes dúvidas quanto às políticas "pró-crescimento" nos EUA e ao ataque terrorista em Espanha.

Tecnicamente, caso confirme a quebra em alta dos $1295, o ouro terá condições para acelerar até aos $1310 primeiro e $1375 a seguir. Caso aquela resistência sustenha a pressão ascendente, continua a prevalecer a banda de lateralização entre $1205 e $1295. Em baixa, o ouro tem como suportes mais próximos os $1250 e $1270.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.






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