Análise Técnica IMF – Subida do Euro/Iene a perder força

IMF – Subida do Euro/Iene a perder força

Eur/Jpy não dá seguimento aos máximos do ano e oferece sinais de formação de um “topo”. Eur/Usd atinge $1.20, mas corrige em baixa. Crude cai pela quinta semana consecutiva e ouro acelera ganhos.
IMF – Subida do Euro/Iene a perder força
O Eur/Jpy começou a desenvolver uma tendência de alta em abril, quando negociava em torno dos 115 ienes. O par atingiu a marca dos 130 ienes, em agosto, tendo assumido nas últimas semanas um tom de consolidação, entre 127.50 e 131.50 ienes. Este intervalo foi finalmente quebrado em alta, mas o Eur/Jpy não deu seguimento ao movimento, o que poderá sugerir alguma fraqueza. A isto junta-se a divergência de alguns indicadores técnicos, como sinais de que um "topo" poderá estar a formar-se nos atuais níveis. Este cenário seria reforçado com uma eventual quebra em baixa da região dos 126.00/127.50 ienes, com suporte seguinte na zona dos 122.50 ienes.



Euro/Dólar corrige após subida a $1.20

Na última semana, o Eur/Usd negociou acima de $1.20 pela primeira vez desde janeiro de 2015. Contudo, o par corrigiu face à crescente especulação de que a rápida valorização do euro possa levar o BCE a assumir uma posição mais cautelosa na reunião de quinta-feira – não sinalizando uma redução dos estímulos monetários.

Do ponto de vista técnico, permanece intacto o movimento principal de alta no médio prazo, com as próximas referências técnicas a situarem-se nos $1.2070, $1.2170 e $1.2250. Contudo, em termos de curto prazo, a correção em baixa ganhou maior relevância técnica após a quebra de $1.1900, que poderá abrir espaço a uma aproximação à zona em torno de $1.1680.



CRUDE cai pela quinta semana consecutiva

Os preços do crude caíram pela quinta semana consecutiva. O furacão Harvey obrigou ao encerramento de cerca de um quarto da indústria de refinaria nos EUA, tendo um impacto relevante na procura.

Tecnicamente, numa perspetiva de curto prazo o crude interrompeu o cenário de mínimos relativos cada vez mais altos, ao quebrar em baixa os $46.50. A tendência encontra-se assim neutralizada, agora com os $45.40/60 como referência enquanto suporte. Em termos de médio prazo, a tendência de baixa apenas seria colocada em causa com uma quebra em alta da trendline descendente, que passa nesta altura em torno dos $49.50.



Ouro renova máximos do ano

O ouro acelerou ganhos e renovou máximos do ano, acima dos $1300. A tensão geopolítica na Coreia do Norte mantém-se no radar dos mercados, assim como a turbulência política e a ausência de uma pressão inflacionista nos EUA – aversão ao risco e taxas de juro baixas são dois dos fatores que mais beneficiam o ouro.

Tecnicamente, a resistência dos $1295 não susteve a pressão ascendente, com a sua quebra em alta a abrir espaço à retoma da tendência ascendente no médio prazo. Os $1375 constituem a próxima grande referência, com barreiras "intermédias" nos $1340 e $1350. O cenário construtivo em alta apenas seria neutralizado abaixo de $1280/$1295.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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