Análise Técnica IMF – Tendência de lateralização no Euro/Zloty deverá continuar

IMF – Tendência de lateralização no Euro/Zloty deverá continuar

O câmbio negoceia nos níveis centrais de um intervalo de lateralização que prevalece há mais de um ano. Eur/Usd prossegue recuperação, crude regressa aos ganhos e ouro consolida.
IMF – Tendência de lateralização no Euro/Zloty deverá continuar
Desde o início de 2016, o Eur/Pln segue num movimento de lateralização, perfeitamente visível graficamente no intervalo compreendido pelos 4.22/4.25 e 4.50 zloty. Esta tendência de médio prazo deverá prevalecer num futuro próximo, com o par a negociar longe dos intervalos dessa banda.
Numa perspetiva de curto prazo, o Eur/Pln segue nesta altura num período de consolidação entre 4.345 e 4.40 zloty, após uma queda iniciada nos 4.50 em inícios de dezembro. A zona dos 4.3450 zlotys é uma referência importante, tendo ao longo do último ano atuado como "zona pivot" (funcionando ora como suporte, ora como resistência). Assim, uma eventual quebra em baixa significaria a retoma da tendência de baixa, podendo o par prolongar perdas até à zona de 4.30 ou mesmo 4.25 zloty.

Euro/Dólar prossegue recuperação
O Eur/Usd avançou pela quinta semana consecutiva, suportado sobretudo em alguma fragilidade do dólar. O mercado revela agora maior cautela, depois de a forte valorização do dólar ter assentado na expectativa de implementação de estímulos fiscais nos EUA, cujos detalhes continuam a não ser conhecidos.
Do ponto de vista técnico, mantém-se válida a perspetiva de uma recuperação no curto prazo, desenvolvida desde o ressalto nos $1.0350. Este cenário apenas ficaria fragilizado abaixo dos suportes em torno dos $1.0570/80 e $1.0500/20, o que sinalizaria que um "topo" pode já ter sido formado nos $1.0720. Esta é a referência enquanto resistência mais próxima, acima da qual o Eur/Usd teria condições para progredir até à zona de $1.0800, um nível igualmente relevante em termos de médio prazo.

CRUDE regressa aos ganhos
O crude avançou no final da última semana, com os ganhos a assentarem sobretudo nas expectativas positivas relativamente ao encontro entre a OPEP e países fora do cartel, ocorrido este fim-de-semana para avaliar o cumprimento dos cortes de produção.
Tecnicamente, o crude voltou a encontrar suporte em torno dos $50.00/$51.00, continuando intacta a tendência principal de alta. Neste cenário há condições para uma nova aproximação à zona dos $55.00, cuja eventual quebra abriria espaço até $56.50 (níveis de 2015). Do lado inferior, aos $51.00 segue-se a região entre $49 e $50 como suporte a ter em conta. Apenas a quebra destes níveis daria um sinal de correção mais significativo, deixando o crude vulnerável até à linha de tendência ascendente de médio prazo.

OURO consolida após máximos de dois meses
A fraqueza do dólar e o sentimento generalizado de maior aversão ao risco, levaram o ouro a atingir máximos de quase dois meses no início da última semana. Contudo, os preços corrigiram depois de a Presidente da FED sinalizar "várias subidas de taxas de juro" nos próximos anos.
O ouro ultrapassou momentaneamente a resistência dos $1200/10, mas não deu seguimento ao movimento. Após uma subida quase ininterrupta nas últimas semanas, desde os $1120, continua a ser plausível que o ouro aproveite esta zona de resistência para uma retração. Em todo o caso, o cenário de recuperação em alta no curto prazo apenas fica comprometido abaixo de $1150/60. No caso de haver uma quebra em alta dos $1200/10, o ouro terá espaço para progredir até $1230/50.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.






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