Bolsa Impresa cai 5% após cancelar emissão de dívida

Impresa cai 5% após cancelar emissão de dívida

A empresa de comunicação social liderada por Francisco Pedro Balsemão recua mais de 5%, nesta que é a primeira sessão após o cancelamento da emissão de obrigações.
Impresa cai 5% após cancelar emissão de dívida
Miguel Baltazar/Negócios

O arranque da semana está a ser negativo para os títulos Impresa na bolsa de Lisboa, depois de na última sexta-feira a empresa ter informado o mercado do cancelamento de uma emissão de obrigações que podia ir até aos 35 milhões de euros.

As acções do grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão recuam 5,12% para 37,1 cêntimos, o que representa a maior queda desde 13 de Julho deste ano. A liquidez do título para já é baixa, tendo trocado de mãos mais de 222 mil títulos, quando a média diária dos últimos seis meses é superior a 945 mil acções.

Apesar da desvalorização registada esta manhã, as acções da Impresa, desde o arranque de 2017, contam com um ganho de 99,47%. A capitalização bolsista da empresa ascende a 63,7 milhões de euros.

Impresa desiste de colocar obrigações

Na última sexta-feira, 21 de Julho, a Impresa desistiu de colocar obrigações junto de investidores qualificados. A empresa que detém a SIC e o Expresso deixou cair a emissão que podia ir até aos 35 milhões de euros, depois de ter adiado, por duas vezes, o prazo da operação.

"A Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. informa que tomou a decisão de interromper o processo de emissão de obrigações a subscrever por investidores qualificados, anunciado a 3 de Julho, atendendo às alterações recentes no sector dos media e ao impacto resultante no sentimento da comunidade de investidores", indica o comunicado emitido no dia 21 de Julho.

"Continuaremos a acompanhar com atenção e dinamismo a evolução do mercado, de modo a detectar e antecipar o surgimento de condições que favoreçam a estratégia da Impresa", diz, em nota às redacções, o CEO do grupo, Francisco Pedro Balsemão (na foto).

À Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa presidida por Francisco Pedro Balsemão não especifica que alterações no sector dos media são essas que levaram à revogação desta operação, que estava a ser liderada pelo Haitong Bank (antigo BESI).

No dia 14, a Altice anunciou a compra da Media Capital, dona da TVI, operação a que a concorrente proprietária da SIC respondeu telegraficamente – "A Impresa é e sempre foi, a favor da concorrência leal num mercado que funcione de forma sã, bem como do pluralismo na comunicação social". 




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