Bolsa Impresa desvaloriza 10% após admitir que pretende alienar revistas

Impresa desvaloriza 10% após admitir que pretende alienar revistas

A Impresa admitiu ontem que pretende reduzir a sua exposição ao segmento das revistas e a venda de activos. Não comentou nenhuma publicação em particular, mas o jornal Público noticiou que a Visão poderá ser encerrada. As acções já caíram 10%.
Impresa desvaloriza 10% após admitir que pretende alienar revistas
Miguel Baltazar/Negócios

A Impresa está a sofrer uma forte desvalorização na bolsa de Lisboa nesta primeira sessão após a empresa ter revelado ao mercado que "procederá a um reposicionamento estratégico da sua actividade, que implicará uma redução da sua exposição ao sector das revistas e um enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital".

As acções da Imprensa descem 7,43% para 29,9 cêntimos, tendo já recuado na actual sessão 10,22% para 29 cêntimos, o que representa o valor mais baixo desde 2 de Junho (dia em que negociou nos 28,2 cêntimos). Para já a liquidez do título pode ser considerada baixa, dado que trocaram de mãos perto de 340 mil acções e a média diária dos últimos seis meses é superior a 986 mil títulos.

Apesar da queda que regista na actual sessão, a empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão (na foto) regista um ganho de 65,26% desde o início de 2017. A capitalização bolsista da cotada é de 52,8 milhões de euros.

O jornal Público noticiou ontem à tarde que a Impresa estaria a equacionar o fecho da Visão e outras revistas do grupo. Segundo o jornal, é certo que o Expresso se manterá na carteira de publicações da Impresa, que integram também a Caras, Activa, Exame, Exame Informática, Telenovelas e TV Mais, Courier Internacional, Blitz e Jornal de Letras.

Já depois da notícia do Público, a Impresa emitiu uma nota à comunicação social, onde admite redução da exposição ao segmento das revistas e a venda de activos, mas não comenta nenhuma publicação em particular.


"Tendo em conta o Plano Estratégico elaborado para o triénio 2017-2019, a IMPRESA procederá a um reposicionamento estratégico da sua actividade, que implicará uma redução da sua exposição ao sector das revistas e um enfoque primordialmente nas componentes do audiovisual e do digital", refere a nota da Impresa, dando conta que "iniciou um processo formal de avaliação do seu portfolio e respectivos títulos, que poderá implicar a alienação de activos".


Acrescenta que a "prioridade passa por continuar a melhorar a situação financeira do Grupo, assegurando a sua sustentabilidade económica, e logo a sua independência editorial".

Segundo apurou o Negócios, esta opção da Impresa de partir para o fecho de revistas surge devido à pressão por parte dos bancos, depois de ter falhado a emissão de 35 milhões de euros em obrigações, justificada com o ambiente de mercado no pós OPA da Meo sobre a Media Capital.

O CaixaBI, unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos, numa nota de análise a que o Negócios teve acesso, refere que "o reposicionamento estratégico ao nível do sector das revistas surge como um passo necessário tendo em vista uma maior desalavancagem da empresa".

 
Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 




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mais votado Anónimo Há 4 semanas

Já pouquíssimos compram nas bancas quando podem aceder via internet. Ainda para mais sendo essas revistas essencialmente viradas para faixas etárias que estão completamente "ligadas".

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

DESDE QUE Q FAMÍLIA BALSEMÃO, EMBOLSOU MILHÕES COM A OPV, ENGANANDO O ZÉ POVINHO, NUNCA MAIS PAROU DE DAR PREJUÍZOS. COM AS BRUXAS MAIAS E OUTRAS QUE TAIS, ENTÃO INSTALA- SE O DESCALABRO. DEPOIS AS REVISTAS QUE SÓ TRATAM DA COSCUVILHICE, TINHA QUE DAR NO QUE DEU. É PENA, PORQUE QUEM PAGA SOU EU...

Skizy Há 4 semanas

De todo as estas só ficavam Caras, Exame, Exame Informática
O resto é lixo que atualmente qualquer um encontra online antes ainda da revista publicar: Activa, , Telenovelas e TV Mais, Courier Internacional, Blitz e Jornal de Letras.

Francisco António Há 4 semanas

Claro que as pink revistas, esgotada a coscuvilhice nacional com os dramas da Alex.Lencastre, Bárbara ex-Carrilho, birras do Ronaldo, ambição política da Ágata e sermões do PPCoelho fatalmente teriam que ir ao tapete. That's life !!!

esqueçam a impresa comprem BCP Há 4 semanas

esqueçam quem tem prejuizos comprem quem tem VASTOS LUCROS

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