Bolsa Indústria, banca e telecomunicações animam Wall Street

Indústria, banca e telecomunicações animam Wall Street

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, com os títulos industriais, bancários e das telecomunicações a darem o mote à tendência.
Indústria, banca e telecomunicações animam Wall Street
Reuters
Carla Pedro 06 de dezembro de 2016 às 21:31

O Dow Jones continua a ser o índice mais sustentado pela perspectiva de um aumento dos gastos em infra-estruturas durante a presidência de Donald Trump. Esta terça-feira fechou a subir 0,18% para 19.251,78 pontos – depois de ontem ter estabelecido um novo máximo histórico, quando atingiu os 19.274,85 pontos.

 

O Standard & Poor’s, por seu lado, terminou a subir 0,30% para 2.212,23 pontos, muito perto dos máximos de sempre. O seu anterior recorde está nos 2.214,10 pontos e foi marcado no passado dia 30 de Novembro.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite encerrou no verde, a ganhar 0,45% para se estabelecer nos 5.333,00 (o seu recorde de sempre foi atingido a 29 de Novembro, nos 5.403,86 pontos.

 

As praças do outro lado do Atlântico estiveram a ser impulsionadas sobretudo pelos títulos ligados à actividade industrial, banca e telecomunicações – com especial ênfase na Verizon Communications.

 

Os títulos industriais [dada a convicção de que Trump aumente o investimento em infra-estruturas] e da banca [sustentados pela expectativa de uma regulação menos dura por parte da Administração Trump] têm sido os que mais terreno ganham desde a eleição do candidato republicano, no dia 8 de Novembro, para novo presidente dos EUA.

 

No entanto, há gestores de alguns dos maiores fundos de investimento norte-americanos que se mostram cépticos quanto à solidez desta escalada bolsista. Bill Gross, que gere um fundo obrigacionista de 1,7 mil milhões de dólares da Janus, afirmou na semana passada que essa convicção de que as políticas de Trump serão benéficas para determinados sectores – como construção e banca – é enviesada, uma vez que os benefícios dos estímulos orçamentais deverão ser apenas temporários.

 

Os investidores têm estado também a analisar o que poderá representar uma presidência Trump para a política monetária da Reserva Federal, bem como a trajectória das taxas de juro – e as expectativas de um aumento dos juros na reunião de 13 e 14 de Dezembro da Fed estão nos 100%.

 

A Fed iniciou o movimento de subida das taxas de juro em Dezembro do ano passado, tendo os juros directores aumentado para um intervalo compreendido entre 025% e 0,50% - desde Dezembro de 2008 que estavam fixados no mais baixo nível de sempre, entre 0% e 0,25%.

 

 


A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 06.12.2016

Em suma:o presidente Trump.

pub