Obrigações Interesse nas OTRV leva Governo a reduzir emissão de bilhetes do Tesouro

Interesse nas OTRV leva Governo a reduzir emissão de bilhetes do Tesouro

Até ao final do ano o IGCP deverá realizar apenas mais uma emissão de bilhetes do Tesouro, para angariar 1,25 mil milhões de euros.
Interesse nas OTRV leva Governo a reduzir emissão de bilhetes do Tesouro
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro 05 de dezembro de 2017 às 07:59

O Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, assinou um despacho onde reduz os montantes previstos no Orçamento do Estado de 2017 para a emissão de bilhetes do Tesouro ao longo deste ano.

 

Em contrapartida, é elevado o montante máximo de endividamento do Estado através dos diversos produtos de poupança.

 

Esta alteração deve-se ao "crescente interesse manifestado na subscrição de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável" (OTRV), refere o despacho do secretário de Estado, dando conta que este ano já foram emitidos 3.500 milhões de euros através destes produtos de poupança do Estado.


Desta forma, o limite máximo para a emissão de bilhetes do Tesouro é reduzido em 1,5 mil milhões - para 15,5 mil milhões de euros, contra os 17 mil milhões de euros que estavam previstos no Orçamento do Estado.

 

De acordo com os dados do IGCP, em 2017 foram já realizados 20 leilões de bilhetes do Tesouro (títulos de dívida com prazo igual ou inferior a 12 meses), que geraram um encaixe de 14,25 mil milhões de euros. Para chegar aos 15,5 mil milhões de euros o IGCP deverá avançar apenas com mais uma emissão até ao final do ano (montante de 1,25 mil milhões de euros).

 

No que diz respeito aos produtos de poupança do Estado, o limite máximo foi elevado na mesma diferença, passando de 12 mil milhões de euros para 13,5 mil milhões de euros. 

 

Este ano foram efectuadas três emissões de OTRV, sendo que na última, concretizada na semana passada, a procura atingiu 1,8 mil milhões de euros (acima da oferta de 1,3 mil milhões de euros) e atraiu o interesse de 74 mil investidores.

 
Só este ano as famílias já emprestaram mais de 6.000 milhões de euros ao Estado, o que equivale a cerca de 23% das necessidades de financiamento para 2017.




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