Bolsa Investidor activista escolhe a Nestlé para a maior aposta de sempre

Investidor activista escolhe a Nestlé para a maior aposta de sempre

A Third Point de Daniel Loeb investiu 3,5 mil milhões de dólares na Nestlé e já pediu alterações na gestão da gigante suíça.
Investidor activista escolhe a Nestlé para a maior aposta de sempre
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 26 de junho de 2017 às 11:52

Dan Loeb, um dos investidores activistas mais conhecidos do mundo, construiu uma posição na Nestlé avaliada em 3,5 mil milhões de euros, tendo já enviado à companhia uma carta onde reclama várias alterações na gestão.

 

De acordo com a Bloomberg, este é o maior investimento de sempre de Third Point, a empresa que Dan Loeb fundou há cerca de duas décadas.

 

Loeb tem cerca de 40 milhões de acções da Nestlé, que representam apenas 1,3% do capital da firma suíça, que tem um valor de mercado de 263 mil milhões de dólares. Uma posição diminuta, mas que ainda assim levou o investidor a escrever uma carta à Nestlé, onde sugere uma série de alterações estratégicas, como a venda da posição na firma de cosméticos L’Oreal, aumentar o endividamento para reforçar a compra de acções próprias e fixar um objectivo de rentabilidade.

 

"É raro encontrar um negócio com o da qualidade da Nestlé que tenha tantas vias de crescimento", refere a carta, citada pela Bloomberg.

 

Os investidores activistas são conhecidos por apostarem numa empresa para forçarem a gestão a efectuar uma série de alterações, que podem ser pouco profundas, ou muito radicais, como dividir empresas, alienar negócios e propor fusões e aquisições.  

 

A Third Point, de Daniel Loeb, é conhecida sobretudo pelos investimentos em empresas norte-americanas e japonesas, mas mais recentemente tem apostado na Europa. Citando as melhores perspectivas económicas e redução do risco político, a Third Point investiu recentemente no italiano UniCredit e na alemã EON.

 

O investimento na Nestlé surge numa altura em que a indústria dos bens de consumo alimentares está em destaque, depois da Unilever ter rejeitado uma oferta da norte-americana Kraft, tendo ocorrido outras movimentações no sector, com a Danone a vender activos e a Reckitt Benckiser a tentar vender a divisão de alimentos.

 

Bill Ackman, Paul Singer e Carl Icahn são outros dos investidores mais conhecidos no mercado mundial, sendo também, a par de Loeb, dos mais temidos pelos gestores das empresas.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 16 horas

Portugal precisa de investidores. Para isso necessita de flexibilizar as regras laborais e dinamizar o mercado de capitais doméstico. Depois, mais tarde, poderá vir a ter investidores activistas. A economia portuguesa insiste em ficar atascada na idade da pedra promovida por sindicatos e mais lóbis.

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