Trading Investidores injectaram mais de 2 mil milhões em fundos de moedas virtuais só em 2017

Investidores injectaram mais de 2 mil milhões em fundos de moedas virtuais só em 2017

Morgan Stanley revela que existem mais de 100 fundos de criptomoedas e que o valor dos activos vai disparar em 2018.
Investidores injectaram mais de 2 mil milhões em fundos de moedas virtuais só em 2017
Bloomberg
Negócios 19 de dezembro de 2017 às 18:03

O banco de investimento Morgan Stanley, estima que tenham sido investidos cerca de 2 mil milhões de dólares em hedge funds especializados em criptomoedas só em 2017. E defende que o valor deverá crescer no próximo ano.

O banco de investimento revela uma lista da HedgeFundAlert.com, de meados de Novembro, que refere a existência de mais de 120 hedge funds de criptomoedas. Um valor que é semelhante ao que tinha sido avançado há semanas pelo Autonomous Next e que representa um enorme disparo face a 2016, altura em que foram criados 11. Ainda na semana passada foram lançados mais dois novos índices: HFR Blockchain Composite Index e o HFR Cryptocurrency Index.

"O interesse dos investidores em fundos que oferecem exposição às tecnologias de blockchain e cryptocurrencies disparou nos últimos meses à medida que estas inovações continuam a avançar e gerar oportunidades atractivas para os investidores, gerentes de carteiras, traders e outros players do mercado", afirmou Kenneth J. Heinz, presidente do HFR, afirmou no comunicado que anunciou estes dois novos produtos. O responsável avisa, no entanto, que o sector "envolve uma substancial volatilidade e os riscos, tanto reais como estruturais".

Já foi criado o primeiro fundo de fundos de moedas digitais


Há apenas um ano, praticamente não havia fundos dedicados a moedas digitais. Agora, o investimento no sector cresceu o suficiente para possibilitar a criação do primeiro fundo de fundos.
 

O empreendedor e capitalista de risco Rick Marini quer captar 100 milhões de dólares para investir em dez hedge funds focados nas criptomoedas. O fundo, chamado Protocol Ventures, foi aberto em Outubro com um milhão de dólares de capital próprio de Marini.

A maioria dos investidores institucionais não tem aderido, mas as empresas estão a fazer várias apostas para tentar atraí-los.

"O objetivo é oferecer diversificação aos investidores", disse Marini. "Com esta volatilidade, há o desejo de investir o suficiente para um ganho potencial significativo, mas não ao ponto de afectar o portfólio em caso de prejuízo."

Entre os fundos nos quais o Protocol Ventures investiu estão o MetaStable Capital, um dos primeiros e maiores fundos dedicados a criptomoedas, e o fundo mais pequeno Neural Capital, cuja aposta na Ethereum ajudou a multiplicar os ganhos por 60 nos últimos 12 meses, disse Marini, que trabalhou como chefe de inovação digital da Hearst e fundou três startups de tecnologia.




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