Bolsa Investidores prudentes deixam Wall Street no vermelho

Investidores prudentes deixam Wall Street no vermelho

As principais bolsas norte-americanas encerraram em ligeira baixa, numa altura em que os investidores preferem ser cautelosos, numa altura em que a negociação atinge sempre volumes mais baixos devido à época natalícia.
Investidores prudentes deixam Wall Street no vermelho
Reuters
Carla Pedro 22 de dezembro de 2016 às 21:30

O índice industrial Dow Jones encerrou a ceder 0,12%, para 19.918,88 pontos, depois de na terça-feira ter atingido um novo máximo histórico nos 19.987,63 pontos.

 

O S&P 500, por seu lado, recuou 0,20% para 2.260,97 pontos.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite acompanhou o movimento baixista, fechando a desvalorizar 0,44% para 5.447,42 pontos.

 

O investidor multimilionário Carlh Icahn, que ontem foi nomeado pelo presidente eleito Donald Trump como conselheiro especial para o ajudar a reformar a regulação federal para as empresas, disse hoje que está preocupado com as bolsas norte-americanas "no curto prazo", devido às fortes subidas após a eleição de Trump. E acrescentou que reforçou a sua cobertura de risco nas últimas semanas.

 

Segundo Icahn, em entrevista à CNBC, muitos investidores poderão estar à espera de Janeiro para venderem as suas posições – provocando um movimento baixista nas bolsas –, na expectativa de impostos mais baixos sobre as mais-valias em 2017.

 

Recorde-se que Icahn detém posições no capital social de muitas empresas, em sectores que vão da biotecnologia à energia, passando pelos metais, acessórios automóveis, casinos, telecomunicações, imobiliário e carruagens ferroviárias.

 

Estas participações poderão vir a constituir um problema, por uma questão de incompatibilidade com as suas novas funções. Com efeito, Eric Walker, porta-voz do Comité Nacional Democrata, reagiu de imediato a esta nomeação, ainda ontem, criticando o conflito de interesses que se gera por Icahn ter a seu cargo a responsabilidade de supervisionar as reformas regulatórias, ao mesmo tempo que detém - e, nalguns casos, controla - empresas que poderão vir a beneficiar das mudanças que ele vier a fazer.

 

Trump, por seu lado, já vendeu todas as suas participações accionistas. Com efeito, no passado dia 7 de Dezembro, um porta-voz do republicano, Jason Miller, afirmou que em Junho deste ano Donald Trump se desfez de todas as posições accionistas que detinha.

 

Os investidores estão convictos de que as políticas da Administração Trump irão incentivar o crescimento económico, o que tem animado em bolsa, nas últimas semanas, os sectores que são percepcionados como os maiores beneficiários desse cenário, sustentando fortemente os títulos industriais, farmacêuticos e bancários.

 

Os bancos e as farmacêuticas têm estado a beneficiar da expectativa de que o novo presidente norte-americano e o Congresso – controlado pelos republicanos – revertam alguns dos regulamentos mais pesados para estes sectores. No passado dia 21 de Novembro, Trump já veio dizer, quando apresentou o seu programa para os primeiros 100 dias na Casa Branca, que iria reduzir as regulações corporativas.


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