Bolsa Investigação a Trump pressiona Wall Street

Investigação a Trump pressiona Wall Street

As bolsas norte-americanas cedem algum terreno, numa altura em que avaliam uma investigação ao presidente Donald Trump, que poderá colocar num impasse a sua agenda económica.
Investigação a Trump pressiona Wall Street
Reuters
Carla Pedro 21 de julho de 2017 às 14:46

O Standard & Poor’s 500 abriu a sessão desta sexta-feira a ceder 0,54% para 2.467,57 pontos. Isto depois de na negociação intradiária de ontem ter marcado um novo máximo de sempre, ao tocar a nos 2.477,62 pontos, naquele que foi o seu 27.º máximo histórico este ano.

 

Também o Nasdaq Composite apresenta uma tendência negativa, depois de ter estado toda a semana a acumular recordes. O índice tecnológico segue a resvalar 0,25% para 6.373,91 pontos.

 

Por seu lado, o Dow Jones perde 0,31% para se fixar nos 21.545,32 pontos.

 

Os investidores estão especialmente atentos aos resultados das empresas e ao panorama político do país.

 

Ontem a Microsoft reportou lucros e receitas acima do esperado no seu quarto trimestre fiscal, tendo atingido novos máximos históricos.

 

O mercado espera agora por novos dados económicos, mais resultados de empresas e novos desenvolvimentos no panorama político do país.

 

"As notícias económicas gerais têm sido sólidas e ajudado a sustentar as bolsas, mas há alguns resultados trimestrais que ficaram abaixo do esperado, sendo por isso que observamos um movimento de subidas e descidas", comentou ao Market Watch uma estratega da Edward Jones, Kate Warne.

 

No entanto, acrescentou Kate Warne, o sentimento dominante no mercado continua a ser positivo e os investidores estão a responder bem ao contínuo crescimento económico modesto e a resultados trimestrais "muito bons".

 

A mesma analista advertiu, contudo, que existe um risco de aumento da volatilidade devido aos tumultos na cena política norte-americana. Com efeito, os intervenientes do mercado continuam atentos a estas evoluções, bem como aos programas prometidos por Trump, incluindo uma vasta reforma regulatória e fiscal e investimentos em infra-estruturas, que até agora ainda não se concretizaram.

 

Ontem soube-se que Robert Mueller, o conselheiro especial dos EUA que está a investigar as possíveis ligações entre a campanha de Donald Trump e a Rússia, nas eleições presidenciais do ano passado, alargou a sua investigação ao próprio presidente para analisar os seus negócios financeiros.

 

Com efeito, uma fonte próxima do processo disse à Bloomberg que Mueller está a investigar um vasto leque de transacções envolvendo as empresas de Trump, bem como as dos seus associados.

 

Os investigadores do FBI estão a analisar, nomeadamente, as compras de apartamentos, por parte de russos, nos edifícios Trump, bem como o potencial envolvimento do presidente num controverso projecto imobiliário no Soho, em Nova Iorque, com parceiros russos; a edição de 2013 do concurso de Miss Universo em Moscovo; e a venda, por parte de Trump, de uma mansão na Florida a um oligarca russo em 2008.

 

 




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