Bolsa Jerónimo Martins dispara à boleia do JPMorgan

Jerónimo Martins dispara à boleia do JPMorgan

A Jerónimo Martins viveu uma sessão de fortes ganhos, beneficiando das perspectivas do JPMorgan para o último trimestre de 2016. “Forte” foi o adjectivo utilizado pelo banco para classificar os últimos três meses de 2016 da companhia.
Jerónimo Martins dispara à boleia do JPMorgan
Ana Laranjeiro 04 de Janeiro de 2017 às 16:56

A terceira sessão de bolsa deste ano foi de fortes ganhos para a Jerónimo Martins. No fecho da sessão, a retalhista subia 5,18% para 15,645 euros. No entanto, durante o dia chegou a disparar 6,15% para 15,79 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde 8 de Novembro de 2016. Esta foi a melhor sessão desde 30 de Setembro de 2015.

Durante esta quarta-feira, 4 de Janeiro, a liquidez do título também foi elevada e acima da média. Trocaram de mãos mais de 1,6 milhões de títulos, quando a média diária dos últimos seis meses é de mais de 788 mil acções. A capitalização bolsista da Jerónimo Martins é superior a 9.800 milhões de euros.

As acções da Jerónimo Martins beneficiaram de uma nota de research do banco de investimento norte-americano JPMorgan. A instituição defende, nesse documento, que o último trimestre de 2016 foi "forte" para a empresa. Na nota de análise, assinada por Estelle Weingrod, Borja Olcese e Pratik J Dharmshi, a que o Negócios teve acesso, é salientado que a evolução dos últimos três meses da retalhista foi suportada sobretudo pelo comportamento da unidade que a empresa tem na Polónia, a Biedronka.

"Esperamos que a Biedronka registe uma subida de 9% das vendas comparáveis no quarto trimestre. Esta expectativa compara com os 7% antecipados anteriormente. A diferença é explicada sobretudo pelo forte consumo na Polónia, num contexto de indicadores macro saudáveis, algo que é expectável que continue em 2017", pode ler-se na nota de análise do banco.


No que diz respeito às estruturas que a Jerónimo Martins tem em Portugal, os analistas esperam que "o impulso tanto do Pingo Doce como do Recheio continue sólido, com vendas comparáveis de 1,5% e 4,0%, respectivamente, em linha com os primeiros nove meses" do ano.


No mercado colombiano, o banco estima que "as vendas no quarto trimestre tenham mantido a dinâmica de crescimento observada nos primeiros nove meses, para um total de 775 mil milhões de pesos colombianos" quando no ano anterior foram de 375 mil milhões de pesos colombianos.


"As nossas estimativas continuam amplamente inalteradas e são cerca de 5% acima do consenso da Bloomberg", pode ler-se ainda na nota de análise.

Os últimos dados conhecidos referem-se aos resultados do terceiro trimestre do ano, tendo a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos quase duplicado os lucros para 500 milhões de euros, impulsionada pela venda do ramo industrial da Jerónimo Martins. Sem extraordinários, os lucros subiram 12%.

 




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comunista marxista-leninista Há 2 semanas


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