Bolsa Jerónimo Martins sobe 3% e impede descida mais profunda do PSI-20

Jerónimo Martins sobe 3% e impede descida mais profunda do PSI-20

Numa Europa sobretudo em alta, Lisboa é uma excepção negociando em queda, com a maioria das cotadas no vermelho. Os CTT são o título que mais tomba. Jerónimo Martins e Ibersol são as cotadas que travam uma descida mais pronunciada da bolsa.
Jerónimo Martins sobe 3% e impede descida mais profunda do PSI-20
Bloomberg
Ana Laranjeiro 12 de janeiro de 2018 às 11:11

As principais praças europeias estão a negociar sobretudo em alta ligeira, animadas pelas notícias que chegam da Alemanha. Hoje foi noticiado que a CDU de Angela Merkel e o SPD de Martin Schulz alcançaram um princípio de acordo para formar governo, colocando um ponto final a vários meses de impasse político na maior economia do euro. Além disso, ontem foram divulgadas as actas do encontro de Dezembro do BCE – encontro em que a autoridade monetária admitiu acelerar a retirada dos estímulos monetários.

A excepção a estes ganhos ligeiros nas principais praças europeias – o Stoxx 600, índice de referência, a subir 0,06% - são Lisboa e Atenas. O PSI-20 recua 0,45% para 5.619.07 pontos, com 15 cotadas em queda, duas em alta e uma inalterada.


Os CTT são a empresa que mais desvaloriza esta manhã em Lisboa, estando a cair 6,81% para 3,588 euros – tendo já tombado mais de 7%. A empresa está a ser penalizada pelas novas directrizes da Anacom. O regulador das comunicações determinou os objectivos que os CTT têm de atingir na entrega de correio a partir de 1 de Julho e que vigorarão até 2020.

Em forte queda estão também as acções da Corticeira Amorim, com a empresa a recuar 3,70% para 10,42 euros. A empresa de cortiça divulgou esta semana a compra de 70% da sueca Elfverson por 5,5 milhões de euros. A cotada foi, esta semana, alvo de uma redução do preço-alvo por parte do BPI que, ainda assim, admitiu que havia margem para subida dos dividendos.

O BCP – a acção que mais sobe em 2018 – está esta sexta-feira em queda, recuando 1,26% para 29,7 cêntimos.

No sector energético, as perdas são ligeiras. A EDP desce 0,49% para 2,872 euros e a EDP Renováveis cede 0,21% para 7,035 euros. A REN desliza 0,24% para 2,526 euros. E a Galp Energia perde 0,31% para 16,23 euros, numa altura em que os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para as importações portuguesas, desce 0,22% para 69,11 dólares por barril, depois de ontem ter superado a fasquia dos 70 dólares.

A Nos segue também queda, descendo 0,54% para 5,525 euros.

A travar uma queda mais acentuada da bolsa nacional estão as acções da Jerónimo Martins, que estão a ser suportadas pelos dados relativos às vendas preliminares da retalhista no ano passado. A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos sobe 3,02% para 17,075 euros.

A Jerónimo Martins fechou 2017 com um volume de negócios de 16,27 mil milhões de euros, mais 11,3% do que um ano antes, revelou a empresa em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O maior contributo continua a vir da Polónia, com as receitas provenientes da Biedronka a ascenderem a 11,07 mil milhões de euros. Já as receitas geradas pelo Pingo Doce aumentaram 3,1% para 3,67 mil milhões de euros. O mercado nacional continua a ser o segundo mais relevante, mas é também o que regista crescimentos menores.

A concorrente Sonae cede 0,08% para 1,182 euros.

A impedir uma descida maior do PSI-20 estão também os títulos da Ibersol, que avançam 0,84% para 12 euros.