Jogo da Bolsa Jogo da Bolsa: "Jogadores vão ser obrigados a expor-se a mais activos"

Jogo da Bolsa: "Jogadores vão ser obrigados a expor-se a mais activos"

O Jogo da Bolsa dá a oportunidade de colocar em prática conhecimentos sobre mercados. Este ano há regras novas.
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Mariana Adam 18 de outubro de 2017 às 17:00

O Jogo da Bolsa, organizado pelo Jornal de Negócios, e pela GoBulling já vai na 13ª edição e continua a reinventar-se. Este ano os concorrentes da competição - que dá a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos sobre os mercados - vão ter que sair da sua zona de conforto, já que as regras definem a obrigatoriedade de apostar em pelo menos três instrumentos financeiros diferentes.

O director de negociação da GoBulling explica que o objectivo é que os concorrentes tenham uma perspectiva de investimento e não apenas de trading. "A grande novidade, este ano, é a necessidade do participante ter uma exposição numa série de activos, pretendemos assim estimular o investimento de uma forma mais diversificada e contrariar a alocação toda num determinado instrumento financeiro". O objectivo é "ajudar os investidores que não são tão agressivos", mas também criar um maior "nivelamento entre concorrentes".


João Queiroz revela que nos últimos 13 anos muitos investidores optavam por ter uma sobreexposição a um determinado investimento e ir gerindo a sua posição. Uma estratégia que limitava o grau de experiência e conhecimentos dos participantes deste jogo.


E como vai funcionar esta nova regra: "Os investidores têm que investir pelo menos 45 mil euros [virtuais] repartidos em três montantes de 15 mil em instrumentos financeiros diversos como: acções, ETF’s, divisas, CFD’s de acções ou índices".


O especialista avisa os participantes que, tal como já ocorria em edições anteriores, há limitações ao grau de alavancagem em instrumentos derivados, isto porque a "perspectiva é de alocação de activos de investimento mais do que puramente trading".


A excessiva alavancagem é uma tentação para grande parte dos participantes, mas João Queiroz defende que este caminho não é o mais correcto para a vitória. "Eu aconselho a não utilizar uma excessiva alavancagem, é uma tentação, mas devem resistir começando a construir um conjunto de retornos e tentar protege-los".

Esta estratégia faz ainda mais sentido tendo em conta a acalmia dos mercados. "Continuamos com baixa volatilidade, isto vai privilegiar as acções, esse pode ser um tópico e depois ir alavancando só resultados".

Em jeito de aviso, João Queiroz lembra um falhanço habitual de alguns dos mais de 35 mil participantes ao longo destes anos: "Tanto no mercado cambial, como no mercado accionista havia um conjunto de investidores que viram bem, tinham uma boa estratégia, foram alavancando e colhendo um bom resultado, porém falhou a gestão do risco. E um acréscimo do risco estragou a classificação. Tiveram um enorme trabalho inglório. É necessário ir auto-criticando o portfólio e dosando a alavancagem".

Em caso de dúvida o Caldeirão de Bolsa, no site do Jornal de Negócios, será sempre um bom aliado, avisa o director de negociação da GoBulling.

O Jogo, esse, decorrerá entre as 00:00 horas de 30 de Outubro e as 23:00 do dia 24:00 de

Novembro de 2017.


As inscricões são gratuitas até às 23:59 do dia 28 de Outubro. E os prémios para os melhores "investidores" são 10 - o primeiro no valor de 2.500 euros.   




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