Research JP Morgan melhora estimativas e "target" do BCP

JP Morgan melhora estimativas e "target" do BCP

Após os "sólidos" resultados no semestre do BCP, o JP Morgan Cazenove aumentou as estimativas de contas para o banco. Ainda assim, a recomendação continua "neutral". A casa de investimento prefere o Santander e o BBVA.
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Diogo Cavaleiro 28 de julho de 2017 às 13:08

O JP Morgan Cazenove ficou surpreendido, pela positiva, com os resultados do Banco Comercial Português no primeiro semestre, que se reflectiram num lucro de 89,9 milhões de euros. As estimativas e o preço-alvo foram revistos em alta.

 

O "target" de final de 2018 atribuído pela casa de investimento norte-americana à instituição liderada por Nuno Amado subiu 13%, passando de 23 para 26 cêntimos. Um valor que atribui um potencial de valorização de 5% tendo em conta a cotação de 24,65 cêntimos a que os títulos negoceiam esta manhã na Bolsa de Lisboa.

 

O BCP está a recuar mais de 2% em bolsa, mas as considerações deixadas pelo JPMorgan referem um "sólido conjunto de resultados". Motivo pelo qual aumenta em cerca de 5% as estimativas de lucros por acção para os próximos dois anos. O lucro esperado para 2017 é 177 milhões de euros, avançando para 289 milhões em 2018 e, no ano seguinte, para 417 milhões.

 

Na nota de "research" a que o Negócios teve acesso, o JP Morgan refere que eleva, igualmente, as suas projecções relativamente à margem financeira (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos), antecipando um avanço de 12% do indicador já este ano. "O reembolso de 700 milhões de euros em CoCos ao Estado, a descida do custo dos depósitos e o fim da contracção da carteira de crédito" são os motivos para esta consideração.

 

Do lado dos custos, o BCP também apresenta um bom desempenho, segundo a unidade de investimento americana, com a "eficiência a continuar a ser central".

 

"Também vemos muito positivamente a redução trimestral de 500 milhões de euros nas exposições não performantes em Portugal, para 7,8 mil milhões de euros", indica a nota assinada pela equipa de Sofia Peterzens. Apesar disso, o custo do risco "continua elevado", motivo que contribui para que, embora o "target" seja elevado, a recomendação se mantenha em neutral.

O JP Morgan apresenta a recomendação "neutral", até porque o potencial de valorização face ao "target" é de 5%, e considera que a avaliação feita pelo mercado é "justa". "O Santander e o BBVA continuam a ser os nossos principais nomes na Península Ibérica". 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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