Bolsa JPMorgan AM: "Bancos centrais vão continuar a ser os actores principais em 2018"

JPMorgan AM: "Bancos centrais vão continuar a ser os actores principais em 2018"

A gestora de activos do JPMorgan acredita que o ambiente continua favorável às acções, com os estímulos monetários a manterem o apoio à economia e os resultados das empresas a continuarem a crescer.
A carregar o vídeo ...
Patrícia Abreu 23 de janeiro de 2018 às 15:02

A injecção de liquidez nos mercados financeiros por parte dos bancos centrais mundiais foi um elemento fundamental na retoma da economia. Apesar da discussão em torno da retirada de estímulos monetários, a JPMorgan Asset Management acredita que vão manter-se estes apoios e os bancos centrais vão continuar a ser determinantes para os mercados.


A Reserva Federal dos EUA, o Banco Central Europeu e o Banco do Japão vão manter, em 2018, políticas monetárias acomodatícias. "Todas as economias desenvolvidas vão manter os apoios à economia. Os bancos centrais vão continuar a ser os actores principais nesta história", explicou Miguel Luzárraga, responsável da JPMorgan Asset Management para a Península Ibérica, num pequeno-almoço com jornalistas em Lisboa. 

O responsável prevê um crescimento gradual da inflação, mas aponta que, perante um aumento controlado, os bancos centrais continuam a ter espaço para suportar a economia com mais políticas monetárias. Assim, a expectativa da gestora aponta para três subidas de juros nos EUA ao longo deste ano, enquanto na Europa só deveremos assistir a uma mexida nas taxas de juro no início de 2019.

A par da política monetária acomodatícia e da recuperação controlada da inflação, Miguel Luzárraga acrescenta que a recuperação da economia global vai sustentar a recuperação dos resultados e continuar a favorecer os activos de risco.

"Ainda há espaço para ganhos nas acções", refere o responsável da JPMorgan Asset Management para a Península Ibérica. A Europa e os mercados emergentes são apontados como as regiões com maior potencial para obter retornos, com as avaliações das empresas a negociarem em níveis mais baixos face aos EUA. "Podemos assumir risco nas carteiras, com exposição às acções", remata.




pub