Bolsa JPMorgan antecipa que o final de ano foi “forte” para JM. Acções disparam (Act.)

JPMorgan antecipa que o final de ano foi “forte” para JM. Acções disparam (Act.)

O JPMorgan antecipa que o quarto trimestre de 2016 tenha sido “forte” para a Jerónimo Martins, uma perspectiva suportada nomeadamente pela evolução da Biedronka. Acções disparam para máximos de 10 de Novembro.
JPMorgan antecipa que o final de ano foi “forte” para JM. Acções disparam (Act.)
Ana Laranjeiro 04 de janeiro de 2017 às 10:13

O último trimestre de 2016 foi "forte" para a Jerónimo Martins. Esta é, pelo menos, a perspectiva do banco de investimento JPMorgan, expressa numa nota de análise assinada por Estelle Weingrod, Borja Olcese e Pratik J Dharmshi, a que o Negócios teve acesso. A evolução dos últimos três meses da retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos foi suportada sobretudo pelo comportamento da unidade que a empresa tem na Polónia, a Biedronka.

"Esperamos que a Biedronka registe uma subida de 9% das vendas comparáveis no quarto trimestre. Esta expectativa compara com os 7% antecipados anteriormente. A diferença é explicada sobretudo pelo forte consumo na Polónia, num contexto de indicadores macro saudáveis, algo que é expectável que continue em 2017", pode ler-se na nota de análise do banco.


No que diz respeito às estruturas que a Jerónimo Martins tem em Portugal, os analistas esperam que "o impulso tanto do Pingo Doce como do Recheio continue sólido, com vendas comparáveis de 1,5% e 4,0%, respectivamente, em linha com os primeiros nove meses" do ano.


No mercado colombiano, o banco estima que "as vendas no quarto trimestre tenham mantido a dinâmica de crescimento observada nos primeiros nove meses, para um total de 775 mil milhões de pesos colombianos" quando no ano anterior foram de 375 mil milhões de pesos colombianos.

"As nossas estimativas continuam amplamente inalteradas e são cerca de 5% acima do consenso da Bloomberg", pode ler-se ainda na nota de análise.

Os últimos dados conhecidos referem-se aos resultados do terceiro trimestre do ano, tendo a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos quase duplicado os lucros para 500 milhões de euros, impulsionada pela venda do ramo industrial da Jerónimo Martins. Sem extraordinários, os lucros subiram 12%.


Os analistas do banco de investimento mantêm a recomendação de "overweight" e o preço-alvo da Jerónimo Martins nos 17,50 euros. As acções da retalhista estão a registar uma forte valorização na bolsa nacional, avançando 4,54% para 15,55 euros, tendo já tocado nos 15,56 euros nesta sessão, o que representa o valor mais elevado desde 10 de Novembro. Face ao preço-alvo estabelecido pelo banco de investimento, a Jerónimo Martins tem um potencial de valorização em torno de 13%.

NotaA notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

(Notícia actualizada Às 11:35 com mais informação contida no research)




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comentários mais recentes
Anónimo 04.01.2017

Se isto não é manipulação, é o quê? Ó da guarda (CMVM)?

Anónimo 04.01.2017

convinha deixar claro se a JPM tem interesses na JM ou não!

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