Bolsa Jupiter com bom arranque no mercado português

Jupiter com bom arranque no mercado português

Segundo a gestora, os investidores portugueses são conservadores a investir e preferem produtos que os protejam, como os fundos de retorno absoluto.
Jupiter com bom arranque no mercado português
Maarten Slendebroek é o CEO da Jupiter Management
Bruno Simão
Patrícia Abreu 13 de novembro de 2017 às 10:30
Portugal está a entrar no radar de novas gestoras internacionais. A Jupiter Asset Management começou a comercializar os seus fundos em Portugal em Julho e faz, para já, um balanço positivo da estreia no mercado nacional. Entre os produtos que têm suscitado maior interesse junto dos investidores nacionais destacam-se os fundos de retorno absoluto.

"Estamos a ter um bom começo nos dois países [Portugal e Espanha]", explica Gonzalo Azcoitia, responsável pela Jupiter AM para a Ibéria. Ainda que não tenha, para já, números para o mercado português, o especialista realça que está optimista "em relação ao interesse que estamos a receber dos clientes".

A gestora chega ao mercado português num momento em que há maior apetência por parte dos investidores nacionais para investir em fundos, mas a preferência continua a recair sobre produtos mais conservadores. "Os investidores portugueses são parecidos com os espanhóis em relação a serem conservadores a investir", aponta Gonzalo Azcoitia.

O responsável adianta ainda que "as pessoas estão preocupadas com o nível dos mercados actualmente. Preferem produtos que as protejam melhor". As estratégias de retorno absoluto, que pretendem garantir retornos em momentos positivos e negativos dos mercados, são as que têm gerado maior interesse junto dos investidores nacionais. Uma aposta que, na opinião de Azcoitia, faz sentido.

"Ao fim de seis, sete anos a subir temos que estar cautelosos", alerta, adiantando que os fundos de retorno absoluto aumentam a eficiência do portefólio, ajudando a equilibrar a relação risco-retorno.

Apesar do optimismo para o mercado nacional, para já a gestora gere a presença em Portugal a partir de Espanha, o que não significa que, no futuro, não venha a abrir um escritório em Lisboa. Mas tudo vai depender do volume sob gestão. De acordo com o CEO da Jupiter, Maarten Slendebroek, tendo em conta os resultados semestrais da gestora, Portugal e Espanha contribuíram com  1,3 mil milhões de libras (1,5 mil milhões de euros) para os números globais.

"Em qualquer lugar do mundo, a razão para abrir um escritório é a procura dos clientes", aponta Maarten Slendebroek ao Negócios. "Fico sempre contente quando tenho que abrir um novo escritório, mas não o fazemos como um acto simbólico", remata o especialista.



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