Obrigações Juros a cinco anos negoceiam abaixo de 0,5% pela primeira vez

Juros a cinco anos negoceiam abaixo de 0,5% pela primeira vez

As taxas de juro da dívida nacional estão a negociar em mínimos. No prazo a 10 anos, o nível de juros é o mais baixo desde 2015, enquanto a cinco anos não há registo de alguma vez terem negociado num valor tão baixo.
Juros a cinco anos negoceiam abaixo de 0,5% pela primeira vez
Sara Antunes 06 de dezembro de 2017 às 11:47

As taxas de juro associadas à dívida nacional estão a descer na generalidade dos prazos. As quedas não são pronunciadas, mas levam a que as "yields" renovem mínimos.

 

A taxa implícita na dívida a 10 anos está a descer 2,5 pontos base para 1,861%, tendo já tocado esta manhã nos 1,843%, o que corresponde ao valor mais baixo desde Abril de 2015.

 

Já no prazo a cinco anos, a taxa está a diminuir 1,9 pontos para 0,465%, tendo já tocado nos 0,453%, o que corresponde ao valor mais baixo de sempre, segundo a informação disponível na Bloomberg e que remonta a 1997.

 

Os juros portugueses têm vindo a descer nos últimos tempos, devido às melhorias económicas bem como a beneficiar do facto de a S&P ter retirado o rating do país do lixo. Desde o final do ano passado, a taxa de juro a 10 anos de Portugal desceu de 3,764% para os actuais 1,861%.

 

Nesta altura, a expectativa em relação à decisão da Fitch sobre Portugal é elevada, prevendo-se que esta agência também retire o rating do país do patamar considerado de investimento especulativo, ou seja, de "lixo".

 

A decisão da Ficth será conhecida na sexta-feira, 15 de Dezembro. E já há quem defenda que depois de se saber a decisão deve haver uma redução de exposição à dívida nacional. Isto porque o potencial retorno desse investimento será diminuto. Um dos defensores desta estratégia é Richard Hodges, da Nomura Asset, um dos gestores que mais tem defendido investimento na dívida nacional. Após a subida do rating, "sugeria que uma pessoa prudente que já tenha uma posição longa nas obrigações de Portugal reduza essa exposição", uma vez que a tendência é que o retorno deste investimento diminua, afirmou o responsável em declarações à Bloomberg em Novembro.




pub