Obrigações Juros acentuam queda e atingem mínimo de Abril de 2015

Juros acentuam queda e atingem mínimo de Abril de 2015

As taxas de juro de Portugal estão a descer mais de 10 pontos base, no prazo a 10 anos, atingindo mínimos de Abril de 2015. O prémio de risco também está em mínimos quer em relação à Alemanha, quer a Espanha.
Juros acentuam queda e atingem mínimo de Abril de 2015
Sara Antunes 30 de outubro de 2017 às 15:42

A taxa de juro implícita na dívida portuguesa a 10 anos está a descer 10,6 pontos base para 2,088%, o que corresponde ao valor mais baixo desde Abril de 2015.


Esta descida está a reduzir o prémio de risco da dívida nacional face à dívida alemã para cerca de 171 pontos base.

 

A queda de juros está a ser transversal na Europa, ainda que os países que estão a registar quedas mais pronunciadas são Portugal e Itália, que viu o seu "rating" subir na última sexta-feira por parte da Standard & Poor’s. A agência de notação financeira elevou em um nível o "rating" de Roma para "BBB", o que, segundo a Reuters, corresponde à primeira melhoria dos últimos 30 anos.

 

A agência de informação americana explica que a S&P reduziu progressivamente o rating de Itália desde 1998, tendo colocado a notação do país em "BBB-" (um nível antes do patamar considerado de "lixo") em Dezembro de 2014.

 

A S&P elevou a notação financeira, ao mesmo tempo que reviu as previsões de crescimento económico da terceira maior economia da Zona Euro.


"Actualizámos Itália devido à melhoria das suas perspectivas de crescimento económico, suportadas pelo aumento do investimento e de um crescimento do emprego consistente, bem como devido à expansão da política monetária", explica a S&P na nota publicada na útlima sexta-feira.

 

A descida dos juros na Europa, em particular de Portugal, está muito relacionada com a política monetária, beneficiando do facto de o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado um prolongamento do programa de compra de dívida, ainda que a um ritmo bastante inferior (dos 60 mil milhões de euros mensais passará, em Janeiro, para 30 mil milhões).

 




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