Obrigações Juros afundam com expectativa de reforço dos estímulos do BCE

Juros afundam com expectativa de reforço dos estímulos do BCE

Os juros da dívida da generalidade dos países do euro estão a aliviar, reflectindo a expectativa de que o BCE anuncie a extensão do programa de compra de activos até, pelo menos, Setembro.
Juros afundam com expectativa de reforço dos estímulos do BCE
Reuters
Rita Faria 06 de Dezembro de 2016 às 10:43

Os juros da dívida da generalidade dos países da Zona Euro estão a aliviar esta terça-feira, 6 de Dezembro, depois das subidas registadas na sessão de ontem, na sequência da vitória do "não" no referendo italiano sobre as reformas constitucionais.

A motivar esta descida está a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) vai anunciar um reforço dos estímulos à economia já na reunião mensal que se realiza esta quinta-feira, 8 de Dezembro.

Segundo analistas citados pela Bloomberg, a autoridade monetária deverá prolongar o seu programa de compra de activos por, pelo menos, seis meses. Tendo em conta que o programa tinha fim anunciado para Março de 2017, o prolongamento poderá significar a sua extensão até, pelo menos, Setembro. No entanto, alguns analistas acreditam que o nível mensal de compras poderá, ainda assim, ser reduzido.

De acordo com o BNP Paribas, o resultado da consulta popular em Itália não joga a favor de uma redução do valor do programa (fixado actualmente em 80 mil milhões de euros mensais). Já o Citigroup antecipa que o tecto será diminuído para 60 mil milhões.

A expectativa deste reforço do alívio quantitativo está a aliviar a pressão sobre os juros da dívida, sobretudo dos chamados periféricos. Portugal regista mesmo as descidas mais expressivas. Por cá, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos cai 10,1 pontos base para 3,603%, enquanto no prazo mais curto, a cinco anos, a descida é de 14,4 pontos para 2,070%.

Em Espanha, os juros a dez anos recuam 5,4 pontos para 1,498%, enquanto em Itália deslizam 6,5 pontos base para 1,919%, depois de terem chegado a disparar mais de 15 pontos na sessão de ontem, reflectindo os receios em torno da instabilidade política no país.

Na Alemanha, a ‘yield’ avança 0,3 pontos para 0,336%. Comos os juros germânicos estão a subir, e os portugueses a descer, também o risco de Portugal – medido pelo spread face à dívida alemã – está mais baixo. Cai 10,1 pontos esta terça-feira para 322,6 pontos, o valor mais baixo desde 15 de Novembro.

 




A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 1 semana


IGUALDADE PARA TODOS

Os cortes nas PENSÕES ATUAIS devem, obrigatoriamente, ser IGUAIS aos cortes nas PENSÕES FUTURAS!

comentários mais recentes
Fnogueira59 Há 1 semana

Então caros jornalistas, não atualizam a noticia, mantém o titulo. As bonds portuguesas acabaram flat. Os outros descem e nós, pffff. Já falta pouco para a bancarrota!

Anónimo Há 1 semana


OS FP / CGA SÃO TODOS LADRÕES

O défice orçamental do OE 2017, é de 3016 milhões de Euros...

e o buraco anual das pensões dos FP / CGA em 2017, é de 4600 milhões de Euros.

CONCLUSÃO: SÓ EXISTE DÉFICE EM 2017, DEVIDO AO BURACO DA CGA!


surpreso Há 1 semana

AFUNDAM? TENHAM VERGONHA 3,73 porcento

pertinaz Há 1 semana

ESTAMOS SALVOS !!!

ESTÁ TUDO BEM !!

VOU PARA AS COMPRAS DE NATAL...

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub