Mercados num minuto Juros aliviam, mas continuam acima dos 4%. Bolsas e euro no vermelho

Juros aliviam, mas continuam acima dos 4%. Bolsas e euro no vermelho

Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer no mercado secundário, contudo, mantêm-se acima da fasquia dos 4%. As bolsas europeias estão sobretudo do lado das perdas, uma evolução partilhada pelo euro.
Juros aliviam, mas continuam acima dos 4%. Bolsas e euro no vermelho
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,36% para 4.704,41 pontos

Stoxx 600 cede 0,17% para 365,03 pontos

Nikkei deslizou 0,34% para 19.454,33 pontos

Yield 10 anos de Portugal recuam 2,8 pontos base para 4,003%

Euro desvaloriza 0,15% para 1,0591 dólares

Petróleo em Londres soma 0,04% para 56,91 dólares por barril

 

Bolsas europeias no vermelho

As bolsas europeias estão a negociar sobretudo em queda numa altura em que os investidores esperam pela divulgação dos dados do emprego nos Estados Unidos. Os investidores querem procurar pistas sobre quais são as perspectivas para a maior economia mundial.


A liderar as quedas no Velho Continente está o PSI-20, que recua 0,36%. A penalizar a evolução do principal índice da bolsa nacional estão nomeadamente os títulos do BCP (que recuam 0,75% para 1,06 euros) e a Nos (que desce 0,69% para 5,474 euros). O francês CAC 40 é a segunda praça que mais perde, descendo 0,32%, seguido pelo DAX, que desvaloriza 0,22%. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,17%.

A excepção a este comportamento é registada pelo britânico Footsie, que soma 0,04%, e pelo italiano MIB, que avança 0,16%.

 

Juros acima dos 4%

Os juros da dívida pública portuguesa, nos prazos mais longos, estão a descer no mercado secundário. Contudo, a dez anos, as "yields" mantêm-se acima dos 4% - descem 2,8 pontos base para 4,003%. No entanto, as "yields" já tocaram nos 4,080%, renovando um máximo de Fevereiro do ano passado. Na sessão desta quinta-feira, 5 de Janeiro, os juros da dívida pública neste prazo tinham já superado a fasquia dos 4%.

Tanto a dívida portuguesa, como de vários outros países do euro, estava a registar um agravamento fruto dos receios dos investidores que uma subida mais acelerada da inflação na região da moeda única leve o Banco Central Europeu (BCE) a ponderar uma retirada antecipada dos estímulos à economia.


Entre os restantes países do euro, na manhã desta sexta-feira os juros da dívida de Itália a dez anos descem 3,4 pontos base para 1,897%. Os juros de Espanha, também a uma década, desvalorizam 2,3 pontos base para 1,458%. E no caso da Alemanha, os juros neste prazo somam 0,7 pontos base para 0,250%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 371,4 pontos, o valor mais elevado desde Fevereiro do ano passado.


Yuan interrompe "rally"

O valor do yuan transaccionado em Hong Kong interrompeu esta manhã as valorizações das últimas sessões, tendo chegado a registar a maior queda intradiária no espaço de um ano, depois de o banco Goldman Sachs ter recomendado que está na altura de os investidores se desfazerem da divisa.

 

Depois de ter estado a apreciar 2,5% nas últimas duas sessões – na maior apreciação de sempre em dois dias desde que  a negociação offshore foi criada, em 2010 -, a moeda chinesa chegou a recuar 1,02% para 0,145 dólares (6,85 yuan por dólar), horas depois de o banco central chinês ter reforçado a referência para a negociação da moeda, na maior alteração a este parâmetro desde 2005. 

Petróleo pouco alterado

Os preços do petróleo registam uma queda ligeira nos mercados internacionais, estando o West Texas Intermediate a subir 0,04% para 53,78 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, desliza 0,04% para 56,91 dólares por barril.

Esta evolução tem lugar numa altura em que é público que as reservas norte-americanas de crude caíram mais do que o esperado. Recuaram 7,05 milhões de barris na semana passada, de acordo com os dados oficiais. As estimativas dos analistas apontavam para uma quebra de dois milhões de barris.


Além disso, a marcar a negociação da matéria-prima está ainda o facto de a Arábia Saudita continuar a dar sinais de que está a diminuir a sua produção de petróleo, tendo informado alguns clientes asiáticos que vai proceder a cortes nas exportações de petróleo já em Fevereiro.


Ouro cai à espera dos dados do emprego nos EUA

A cotação do ouro está a cair pela primeira vez em quatro dias, numa altura em que o mercado aguarda pela divulgação dos dados relativos ao emprego nos Estados Unidos da América. Por esta altura, o metal amarelo para entrega imediata desce 0,31% para 1.176,45 dólares por onça.


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mais votado Anónimo 06.01.2017


ESCOLAS COM CONTRATO DE ASSOCIAÇÃO

Curiosamente o Tribunal de Contas afirma que cada aluno nas escolas com contrato de associação, custa menos 400€ ao estado do que nas escolas públicas.

Ooops! Lá se vai o argumento do preço!

Fica apenas o argumento ideológico!


Curiosamente, a generalidade das pessoas que dizem bem da escola pública... tem os filhos em colégios privados!

Porque será?

A escola pública:
• Será por falta de confiança nas escolas públicas;
• Falta de segurança;
• Falta de condições físicas das escolas;
• Falta de qualidade de muitos dos professores;
• Professores que faltam às aulas repetidamente;
• Professores e funcionários que fazem greves sucessivas.

comentários mais recentes
Anónimo 06.01.2017

Onde andam os defensores desta politica que sempre que sai uma noticia de redistribuição de rendimentos , ou de redução do horário de trabalho vem para aqui dizer "CARREGA Costa"

Olha ele a carregar!!!!

aicarago 06.01.2017

Quando chegarem os 10 Euritos por mês aos reformados e a revisão do salário minimo, o consumo interno dispara de tal maneira que nem a Alemanha nos apanha!!!!

Lá para Abril, Portugal já vai estar com uma economia ao nivel da Suiça e a DBRS nem vai saber como nos classificar !!!

learntofly 06.01.2017

Voa, vaquinha, voaaaa !!!

(ou sera que se vai esborrachar no chão ???)

Nááááá... se o Costa diz que voa, é porque deve mesmo voar :-)

Jose 06.01.2017

O Negócios quer agradar tanto à Geringonça, que desta vez teve azar. O yiled voltou a subir. Vai em 4,04%. Um país que tem que pagar dívida a 4%, e com um crescimento de 1%, está MORTO.

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