Obrigações Juros da dívida nacional aliviam para mínimos de três semanas à espera do BCE

Juros da dívida nacional aliviam para mínimos de três semanas à espera do BCE

Os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida soberana dos países periféricos estão a cair. Portugal é dos que revela uma descida mais pronunciada. Mercado espera pelo BCE e antecipa alterações ao programa de compra de activos.
Juros da dívida nacional aliviam para mínimos de três semanas à espera do BCE

Amanhã é dia D. Mario Draghi reúne-se com os governadores dos bancos centrais da Zona Euro. É o último encontro oficial do ano. Em cima da mesa vai estar o programa de compra de activos. E a pressão é elevada para que Frankfurt decida ampliar este programa. Os investidores contam cada vez mais com essa possibilidade, o que tem estado a alimentar as bolsas europeias, a negociação do euro mas também a dívida soberana.

Os juros dos países periféricos estão a cair no mercado secundário a cerca de 24 horas de Mario Draghi anunciar se faz ou não alterações ao pacote de estímulos monetários que está em curso. A dívida nacional é a que regista um alívio mais significativo.

A dez anos, o prazo considerado de referência, as "yields" descem 11,9 pontos base para 3,517%. Contudo, durante esta sessão os juros exigidos pelos investidores para trocarem obrigações nacionais tocaram em 3,506% - o valor mais baixo desde 15 de Novembro.

O consenso entre os analistas aponta para que o BCE prolongue o programa de compra de activos, mantendo o ritmo das compras em 80 mil milhões de euros por mês, em seis meses (de Março de 2017 para Setembro desse ano). E, para manter o ritmo de compras por mais tempo, o BCE tem de fazer alterações às regras do programa de forma a manter a capacidade de continuar as compras por mais tempo do que o inicialmente previsto. Algo que pode ser benéfico para Lisboa.

No caso da dívida italiana, os juros a dez anos perdem 5,3 pontos base para 1,890%. O referendo às reformas constitucionais propostas pelo primeiro-ministro, Matteo Renzi, foi no último domingo. Os italianos recusaram estas reformas, abrindo a porta a um clima de instabilidade política no país uma vez que o primeiro-ministro estará de saída do Executivo após a aprovação do Orçamento do Estado para 2017. Analistas da Schroders consideram que após o referendo em Itália a pressão sobre o BCE aumentou. A gestora defende mesmo que a reacção ténue do mercado ao referendo é explicada pela expectativa de apoio do BCE.

As "yields" espanholas a dez anos perdem 3,4 pontos base para 1,458%.

Os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida germânica entre si perdem 2,3 pontos base para 0,350%. As "bunds" alemãs são consideradas muitas vezes como activos de refúgio, sendo alvo da procura por parte dos investidores quando há instabilidade nos mercados. As compras do BCE são especialmente importantes para a periferia do euro e não tanto para a Alemanha que tem fácil acesso ao mercado para se financiar. E isso pode ajudar a explicar porque é que os juros alemães não caem tanto como os dos periféricos.




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Estranhar que os juros subam quando a dívida portuguesa é a 5. maior do mundo, a despesa pública aumenta e a banca está como está... eu diria que há esquerdolas que nunca aprendem...

Anónimo Há 1 semana

Se apresentassem agravamentos dos juros da mesma forma que apresentam os alívios ninguém estaria tranquilo. Os juros continham acima de 3.5%, hoje caiem e amanhã?

Nb Há 1 semana

Com o BCE a comprar dívida, qualquer um governa. Se tivesse sido feito no tempo do Socas, ainda o tinhamos.

Anónimo Há 1 semana

Juros da dívida nacional aliviam para mínimos de três semanas à espera do BCE

o passos coelho NÃO DEVE GOSTAR NADA DISTO!
E OS DIRETOLAS COMENTADORES TAMBÉM NÃO!
QUANTO PIOR MELHOR, NÃO É VERDADE?

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub