Obrigações Juros de Portugal regressam abaixo dos 4%

Juros de Portugal regressam abaixo dos 4%

No dia em que a Comissão Europeia melhorou as perspectivas para a economia portuguesa, os juros das obrigações do Tesouro lideram as quedas na Europa.
Juros de Portugal regressam abaixo dos 4%
Nuno Carregueiro 13 de fevereiro de 2017 às 17:32

Os juros da dívida pública portuguesa lideram o movimento de queda que se regista esta segunda-feira nos periféricos da Europa, regressando abaixo dos 4% nos títulos com prazo de 10 anos.

 

A "yield" das obrigações do Tesouro com maturidade a 10 anos desce 11,6 pontos base para 3,999%, o nível mais baixo desde 26 de Janeiro. Nas restantes maturidades a tendência também é negativa, com quedas de dois dígitos nos títulos com prazo acima de cinco anos.

 

Nos restantes periféricos a tendência é também de alívio nos juros, sendo que os portugueses são os que registam uma queda mais acentuada.

 

A descida nas "yields" da dívida portuguesa verifica-se pela quarta sessão nas últimas cinco, sendo que a 6 de Fevereiro tocaram em máximos desde Fevereiro nos 4,26%.

 

A descida dos juros na Europa surge no dia em que a Comissão Europeia melhorou as perspectivas para o crescimento do PIB da Zona Euro, que deverá crescer 1,6% este ano e 1,8% em 2018, com a inflação a aproximar-se da meta do BCE, ao atingir 1,7% este ano.

  

As perspectivas de Bruxelas para a economia portuguesa também mostram uma trajectória positiva, com a estimativa para o crescimento do PIB a ser revista em alta para 1,6% este ano, o que se situa acima da projecção do Governo.

A Comissão Europeia estima uma descida do défice orçamental para 2% do PIB este ano e uma descida da dívida pública para 128,9% do PIB.


Na conferência de imprensa para apresentar o relatório, o comissário europeu Pierre Moscovici constatou que Portugal teve "uma grande melhoria" e desvalorizou o agravamento do défice estrutural e os riscos relacionados com as contas públicas portuguesas.

  

A presidente do IGCP – a agência que gere a dívida pública nacional – disse em entrevista ao Público que "é possível" Portugal financiar-se no mercado sem a ajuda do Banco Central Europeu (BCE).

 

"A subida das taxas de juro da dívida portuguesa está enquadrada neste movimento que temos vindo a verificar desde o final do ano passado, em que toda a gente subiu", respondeu quando questionada se não era assustador Portugal estar tão dependente do BCE.




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mais votado SÍTIO MUITO MANHOSO 13.02.2017

...ORA BOLAS ! ! !

...NÃO ERA ESTA NOTÍCIA QUE O PROFECTA DA DESGRAÇA E LADRÃO DE REFORMADOS QUERIA ! ! !

...QUANDO É QUE CORREM COM O GATUNO ? ? ?

comentários mais recentes
Anónimo 14.02.2017

Ó Surpreso, então a culpa não é do Passos - Deus me livre! - , nem do Costa, nem do Centeno, nem do Marcelo (que sapo de digestão amarga!). Agora os juros baixam por culpa do jornalista arregimentado. Essa é mesmo boa! Vá, 40 dias (anos) no deserto a jejuar fazia-vos bem e curava os maus fígados.

surpreso 13.02.2017

Este Carregueiro é o "xuxa" de serviço para contar mentiras 4,05 porcento

lol 13.02.2017

Lá vai a direitalha aziar

Anónimo 13.02.2017

A presidente do IGCP – a agência que gere a dívida pública nacional – disse em entrevista ao Público que "é possível" Portugal financiar-se no mercado sem a ajuda do Banco Central Europeu (BCE).

Pagar os juros AGIOTAS do mercado!

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