Obrigações Juros descem para mínimos de Janeiro de 2016 após decisão da S&P

Juros descem para mínimos de Janeiro de 2016 após decisão da S&P

Os juros associados à dívida nacional acentuaram a tendência de queda e já descem 17,5 pontos base, tocando no valor mais baixo desde Janeiro de 2016, a beneficiar da saída do rating de Portugal do "lixo".
Juros descem para mínimos de Janeiro de 2016 após decisão da S&P
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes 18 de setembro de 2017 às 08:34
As taxas de juro da dívida nacional estão a registar fortes descidas esta segunda-feira, 18 de Setembro, depois de a Standard & Poor's ter surpreendido o mercado ao retirar o "rating" de Portugal de um patamar considerado de "lixo".

A taxa de juro associada à dívida nacional está a descer 17,5 pontos base para 2,628%, o que corresponde ao valor mais baixo desde 13 de Janeiro de 2016. A queda também é a mais pronunciada desde Abril deste ano, de acordo com os valores de fecho dos juros a 10 anos. 

Este é o primeiro dia de negociação depois da Standard & Poor's ter surpreendido o mercado e ter retirado o "rating" do país de um patamar considerado de "lixo". Esta decisão assume uma importância vital porque há gestores de activos que estão impedidos de alocar mais do que uma pequena porção da carteira de investimento a obrigações classificadas como "lixo" pelas principais agências de "rating".

Esta decisão deverá ajudar Portugal, bem como as cotadas nacionais nas emissões de dívida, podendo ter acesso a condições de financiamento menos penosas. Apesar da melhoria das perspectivas para Portugal, depois desta decisão da S&P, o foco já está na decisão da Fitch em Dezembro, que servirá como uma prova dos nove sobre Portugal.

Este contexto está, desta forma, a contribuir para a descida acentuada das taxas de juro nacionais, mas também para a subida significativa da bolsa nacional. O PSI-20 está a subir 1,80% para 5.295,44 pontos, o que corresponde à subida mais pronunciada desde 13 de Julho, dia em que o principal índice nacional fechou a subir 2%, negociando assim no nível mais elevado desde 21 de Julho.

Determinante para este comportamento está a generalidade das acções, com destaque para o BCP, que está a disparar mais de 5%, recuperando parte das quedas recentes e sendo também uma das cotadas mais expostas a oscilações no "rating" do país e, consequentemente, da dívida nacional. 

Mas os ganhos são generalizados: Jerónimo Martins, Sonae SGPS, CTT, Mota-Engil, Navigator, Semapa e Altri, Nos, Galp e Pharol sobem mais de 1%.



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comentários mais recentes
Já não Há Mentira que Pegue 18.09.2017

Não fosse a necessidade da aliança com o BE e o PCP, já estaríamos á Muito, Muito Melhor, mas Radicalismo do PSD, do Passos Coelho, não permite Maiores avanços, Esperemos que os Resultados das Eleições, sejam de forma a não necessitar dessa Alianças.

eusebio 18.09.2017

Penso que seria melhor se mais tempo fosse gasto tornado a economia rebusta a menos tentando prever como ela se comporta Os economistas precisam de alguns concelhos dos engenheiros A descentralização é o futuro

Anónimo 18.09.2017

Portugal precisa desta estabilidade governativa com um contexto internacional instável Portugal está a fazer o trabalho de casa e os Portugueses vêm as coisas acontecer. Atenção à Banca por favor continuem com um apertado controlo da Direita bancária porque ao mínimo toque desmoronam tudo novamente.

Mais uma desgraca 18.09.2017

Para o Coelho amigo do Diabo

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