Obrigações Juros e risco da dívida caem para mínimos de quase dois anos

Juros e risco da dívida caem para mínimos de quase dois anos

A 'yield' da dívida portuguesa a dez anos está a renovar mínimos de Dezembro de 2015, depois de Portugal se ter financiado a juros mais baixos na primeira emissão desde a retirada do "lixo" pela S&P.
Juros e risco da dívida caem para mínimos de quase dois anos
Bloomberg
Rita Faria 12 de outubro de 2017 às 09:38

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão no valor mais baixo desde o final de 2015, depois de o Tesouro ter garantido financiamento de longo prazo a um preço mais baixo do que nas emissões anteriores, no primeiro teste no mercado desde que a agência financeira S&P tirou Portugal do nível de "lixo".

 

Nesta altura, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos cai 2,0 pontos para 2,317%, após ter tocado nos 2,304%, o valor mais baixo desde 3 de Dezembro de 2015. Além dos juros, também o risco da dívida nacional – medido através do spread face à dívida alemã – está no nível mais baixo em quase dois anos, nos 187,2 pontos.

 

Este alívio dos juros no mercado secundário – que não é exclusivo, porém, da dívida portuguesa – acontece um dia depois de o instituto que gere a dívida pública portuguesa ter realizado uma emissão de dívida a cinco e dez anos, garantindo custos mais baixos.

 

O IGCP colocou 500 milhões de euros em obrigações a cinco anos com uma ‘yield’ de 0,916%, menor do que a garantida na anterior emissão comparável, em Junho (1,198%) e a mais baixa desde, pelo menos, 2006, ano em que termina a série de dados disponibilizados no site do IGCP.

 

Na emissão a dez anos, o Tesouro colocou 750 milhões de euros com um juro de 2,327%. Esta yield é inferior aos 2,785% da anterior emissão comparável (Setembro) sendo a mais baixa, neste prazo, desde Fevereiro de 2015, altura em que Portugal pagou juros de 2,041% para se financiar a dez anos.

 

Já a procura foi ligeiramente inferior às últimas emissões. No prazo a cinco anos, a procura desceu de 3,01 vezes a oferta para 2,65 vezes, enquanto na maturidade mais longa caiu de 2,06 para 1,96.  

 

O IGCP colocou o limite máximo do montante indicativo – entre 1.000 e 1.250 milhões de euros – garantindo que falta agora angariar menos de 2 mil milhões de euros para atingir a meta de financiamento prevista para o total do ano, que é de 15.000 milhões de euros. 

 

Na Europa, a tendência também é de queda, com os juros da dívida a dez anos a descerem 1,8 pontos para 0,445%, na Alemanha, 0,1 pontos para 1,637% em Espanha e 2,8 pontos para 2,134% em Itália.




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