Obrigações Juros em novos mínimos após decisão da Fitch

Juros em novos mínimos após decisão da Fitch

As "yields" associadas à transacção da dívida soberana portuguesa em mercado secundário aliviam na primeira sessão depois de a Fitch ter retirado as obrigações portuguesas da categoria especulativa.
Juros em novos mínimos após decisão da Fitch
Bruno Simão/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 18 de dezembro de 2017 às 07:47
O início de sessão desta segunda-feira, 18 de Dezembro, está a ser de novos recuos para as 'yields' associadas à dívida portuguesa em mercado secundário, com o diferencial para a dívida italiana em novos mínimos, depois de a Fitch ter subido o rating de Portugal em dois patamares, tirando as obrigações de território "lixo".

Os juros associados às obrigações a dez anos recuam 10,4 pontos-base para 1,736%, abaixo dos 1,753% registados como mínimo intradiário na sessão de sexta-feira passada, em mínimos de Abril de 2015.

Já o spread para a dívida italiana continua a descer e está em mínimos de inícios de 2010, em -5,4 pontos-base, numa altura em que os juros da dívida de Roma no mesmo prazo a dez anos também recuam, mas de forma mais moderada. Face à Alemanha - onde os juros a 10 anos seguem em apreciação -, o prémio de risco ronda os 137 pontos base, o valor mais baixo desde Março de 2015.

Os alívios nos juros em Portugal são circunscritos às maturidades mais longas, na primeira sessão de negociações após a agência de notação ter feito uma melhoria de dois níveis - de ‘BB+’ para ‘BBB’ -, para aquele que é considerado o penúltimo grau de investimento. Já o outlook passou de "positivo" para "estável".

A justificar a decisão de melhoria esteve, segundo a agência, a descida operada da dívida pública e a previsível queda deste indicador nos próximos anos, bem como uma situação de maior estabilidade da banca.

A subida do rating e a classificação da dívida portuguesa como activo de investimento por parte de duas das grandes agências de notação (primeiro a S&P em 15 de Setembro e agora a Fitch) colocou as obrigações portuguesas no "radar dos maiores fundos de investimento tanto particulares como soberanos", aumentando "tanto a visibilidade como de facto a inclusão da dívida em muitos desses mesmos fundos", disse ao Negócios o chefe da equipa de "research" da Orey iTrade, José Lagarto.

Os alívios na generalidade dos prazos da dívida soberana em Portugal estendem-se também à dívida espanhola e italiana, enquanto as obrigações gregas e irlandesas seguem do lado dos agravamentos em mercado secundário.

(notícia actualizada às 7:59 com mais informação)



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