Obrigações Juros portugueses agravam-se pela quinta sessão

Juros portugueses agravam-se pela quinta sessão

As 'yields' associadas à dívida portuguesa estão a subir pela quinta sessão consecutiva, depois do alívio de curta duração provocado pela decisão da DBRS.
Juros portugueses agravam-se pela quinta sessão
Rita Faria 31 de Outubro de 2016 às 09:56

Os juros da dívida portuguesa estão a subir em todas as maturidades esta segunda-feira, 31 de Outubro, contrariando as descidas ligeiras que se verificam na generalidade dos países da Zona Euro.


Em alta pela quinta sessão consecutiva, os juros das obrigações portuguesas a dez anos agravam-se em 1,8 pontos base para 3,356%.


A ‘yield’ atingiu um máximo de 24 de Junho – um dia depois do referendo sobre o Brexit – a 7 de Outubro (em 3,606%) para logo depois iniciar uma trajectória descendente até à decisão da DBRS sobre o rating de Portugal.


Na sexta-feira, 21 de Outubro, a agência canadiana decidiu manter a dívida portuguesa num patamar de investimento, garantindo a sua elegibilidade para o programa de compra de activos do Banco Central Europeu. Porém, o efeito DBRS foi de curta duração, com os juros a subirem já pela quinta sessão consecutiva.


"O mercado atribuiu um impacto de alto risco à decisão da DBRS e isso diminuiu neste momento. Mas os fundamentais e a posição relativamente fraca do Governo não mudaram. Portugal continua a enfrentar pressões devido à elevada dívida, baixo crescimento e um sector bancário vulnerável", afirma Kim Liu, estratego do ABN Amro Bank, citado pela Bloomberg.


Na Alemanha, os juros associados às obrigações a dez anos caem 0,7 pontos para 0,160%, enquanto em Espanha o alívio é de 0,2 pontos para 1,229%, no dia em que toma posse o novo Governo liderado por Mariano Rajoy, após vários meses de instabilidade política.


Como os juros das bunds alemães estão a cair, e os portugueses a subir, também o risco da dívida nacional - medido pelo spread face à dívida alemã – está mais alto. Avança 2,4 pontos para 316,2 pontos.




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mais votado Gatunos Há 1 semana

Uma nova bancarrota é 100% certa, resta saber quando .

comentários mais recentes
José Gonçalves Há 1 semana

Em democracia os povos têm os líderes que merecem...e ainda há quem bata palmas! Não sei é o que acontecerá se sua excelência António Domingues adoecer, falecer, for raptado pelos marcianos...têm que fechar a Caixa...não há mais ninguém entre nós com as suas capacidades sobrenaturais...um bocadinho de vergonha e um banho de realidade não lhe faziam nada mal. Eu, na qualidade de micróbio com saldo de três algarismos à esquerda da vírgula já fiz a minha parte, cada um que assuma as suas responsabilidades, depois não se queixem!

Francisco Carvalho Há 1 semana

OS SOCIALISTAS E OUTROS DO GÉNERO PASSAM A VIDA A DIZER MAL DO CAVACO SILVA,A DÍVIDA PÚBLICA ESTAVA A 65% !!! AGORA A 130% !!! E O BURRO SOU EU ????

Anónimo Há 1 semana

Fecho dos mercados. As obrigações portuguesas são as únicas em toda a Europa com uma descida nos juros a 10 anos por comparação com o mês anterior. Como não gostam da realidade toca a apresentá-la como é mais conveniente. Jornalismo económico isento.

Anónimo Há 1 semana

Era tao bom que o ministro das financas alemao o Sr. Schaubel se tivesse enganado quando falou da gerigouca,pelos vistos nao,apenas deu umas picadas no cachalote do charco acoriano(besta sem trombas).Ainda vai ser expectante se a DBRS vai tirar proveito da situacao portuguesa atravez de chantagem.

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