Obrigações Juros portugueses atingem novo mínimo abaixo de 1,9% com inflação inferior ao esperado

Juros portugueses atingem novo mínimo abaixo de 1,9% com inflação inferior ao esperado

Os juros da dívida e a moeda única estão em queda esta quinta-feira, depois de o Eurostat ter revelado que a inflação na Zona Euro subiu menos do que o era esperado em Novembro.
Juros portugueses atingem novo mínimo abaixo de 1,9% com inflação inferior ao esperado
Bloomberg
Rita Faria 30 de novembro de 2017 às 11:42

Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer em todas as maturidades, esta quinta-feira, 30 de Novembro, tendo a ‘yield’ das obrigações a dez anos atingido um novo mínimo de Abril de 2015, abaixo de 1,9%.

A descida dos juros, que se estende à generalidade dos países do euro, está a ser motivada pelos dados da inflação, revelados esta manhã, que mostram que os preços na região da moeda única subiram menos do que o esperado em Novembro.

Nesta altura, a ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos recua 3,0 pontos para 1,901%, depois de ter chegado a tocar em 1,890%, o nível mais baixo dos últimos dois anos e sete meses.

Em Espanha, os juros descem 1,3 pontos, no mesmo prazo, para 1,472%, enquanto na Alemanha aliviam 0,8 pontos para 0,377%.

Esta manhã, o Eurostat revelou que a taxa de inflação subiu de 1,4%, em Outubro, para 1,5%, em Novembro, quando os economistas antecipavam que se fixasse em 1,6%.

A inflação core, que exclui os preços da energia, alimentação e tabaco manteve-se nos 0,9%, também abaixo das previsões, que apontavam para 1%.

 

O crescimento lento dos preços na Zona Euro poderá obrigar o BCE a manter os juros baixos na região por mais tempo - uma possibilidade que já foi admitida pelo banco central na última reunião – o que está a pressionar a moeda única. Depois de ter chegado a subir 0,24% durante a manhã, o euro segue agora a desvalorizar 0,12% para 1,1833 dólares.

 

No último encontro, realizado a 25 e 26 de Outubro, o BCE decidiu reduzir a metade (de 60 mil milhões de euros por mês para 30 mil milhões) a meta de compras de dívida pública e privada e manter este programa em curso pelo menos até Setembro do ano que vem.




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