Obrigações Juros portugueses descem para mínimos de quase dois anos

Juros portugueses descem para mínimos de quase dois anos

As 'yields' acentuaram a descida depois de terem sido revelados os dados da inflação na Zona Euro. O risco da dívida portuguesa também está no valor mais baixo desde o início de 2016.
Juros portugueses descem para mínimos de quase dois anos
Mario Proenca/Bloomberg
Rita Faria 29 de setembro de 2017 às 10:57

Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer em todas as maturidades, com a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos a negociar mesmo no valor mais baixo em quase dois anos.  

A queda das ‘yields’ acentuou-se depois de ter sido revelado que o crescimento dos preços na Zona Euro estagnou em Setembro, o que retira pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) para reduzir os estímulos à economia.

Nesta altura, os juros das obrigações portuguesas a dez anos descem 4,8 pontos para 2,371%, tendo já tocado nos 2,368%, o valor mais baixo desde 3 de Dezembro de 2015. Nesse dia, os juros chegaram a cair para os 2,230%.

Além dos juros, também o risco da dívida portuguesa – medido pelo spread face à dívida alemã – está a descer para os 192,1 pontos, o nível mais baixo desde o início de 2016.

Isto porque, apesar da descida das ‘yields’ ser generalizada na região da moeda única, os juros portugueses descem mais do que os alemães, que recuam, nesta altura, 2,7 pontos para 0,452%.

Em Espanha – que está a dois dias do referendo sobre a independência da Catalunha – os juros recuam 1,9 pontos para 1,607%, enquanto em Itália aliviam 3,0 pontos para 2,092%.

O Eurostat revelou, esta manhã, que a taxa de inflação na Zona Euro fixou-se em 1,5% este mês - a mesma evolução dos preços registada em Agosto – quando os economistas antecipavam uma pequena aceleração para 1,6%. Os dados da inflação na Alemanha, conhecidos ontem, já apontavam para uma estagnação do crescimento dos preços na área do euro, já que foi esse mesmo o cenário verificado na maior economia da região (a inflação manteve-se em 1,8%).

 

Esses números já haviam motivado, na sessão de ontem, um alívio dos juros da dívida portuguesa que, desde meados de Setembro, têm beneficiado também da melhoria do rating de Portugal pela agência S&P.  




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