Obrigações Juros portugueses descem para novos mínimos após leilão

Juros portugueses descem para novos mínimos após leilão

Portugal verifica uma descida dos juros pedidos pelos investidores em praticamente todos os prazos, acompanhando a Europa e reflectindo a ida aos mercados desta manhã. A dez anos, a "yield" está em mínimos de seis meses.
Juros portugueses descem para novos mínimos após leilão
Diogo Cavaleiro 10 de maio de 2017 às 15:29

A dívida portuguesa está a ganhar valor no mercado secundário, o que reflecte uma queda expressiva dos juros pedidos pelos investidores. O comportamento negativo já levou a rendibilidade no prazo a dez anos para a taxa mais baixa desde Novembro.

 

A taxa de juro implícita das obrigações nacionais a dez anos está a negociar em 3,397%, caindo 3,9 pontos base (0,039 pontos percentuais) em relação ao valor de fecho de ontem, segundo as taxas genéricas da Bloomberg.

 

Na sessão, a "yield" - que significa a taxa que os investidores aceitam para comprar dívida portuguesa - já tocou em 3,368%, a mais baixa desde 10 de Novembro, há seis meses, quando os mercados estavam a assimilar a vitória de Donald Trump nas eleições americanas, dois dias antes.

 

As obrigações a dez anos correspondem à taxa de referência, mas a tendência de descida dos juros ocorre em praticamente todas as maturidades. A cinco anos, a taxa está a cair 2,8 pontos base para 1,86%, enquanto a dois anos a variação é também negativa, recuando 3,2 pontos base para 0,351%.

 

Estas taxas são as praticadas no mercado secundário – onde há trocas dos títulos de dívida entre investidores –, horas depois de o Tesouro português ter ido ao mercado primário – em que Portugal vende a dívida directamente aos investidores.

 

O IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, conseguiu vender dívida a dez anos, no montante de 632 milhões de euros, com uma taxa média de 3,386%. A cinco anos, a "yield" foi de 1,828% para colocar 618 milhões.

 

Portugal tem a sua dívida a dez anos em mínimos de Novembro, enquanto os restantes países do euro seguem também um alívio no mercado de dívida. França, Alemanha, Itália e Espanha verificam também um desagravamento dos juros pedidos pelos investidores, reflectindo a valorização das obrigações dos respectivos países.




A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 10.05.2017

O excedentário é pago com impostos e dívida pública com origem em credores externos. O sobrepagamento efectuado ao excedentário ainda lhe dá para aforrar e adquirir títulos de dívida junto do Estado. Depois o Estado cobra mais impostos e emite mais dívida junto de credores externos e títulos de tesouro para os excedentários, cada vez em maior número face às necessidades e cada vez mais sobrepagos por via de progressões e outros bónus, comprarem. De seguida vem eleição e o excedentário vota em quem promove o excedentarismo e endivida e taxa o resto da população para sustentar esta forma de pilhagem e extorsão continuada. De seguida entram os bancos cá do burgo. Concedem créditos de todos os tipos, formas e feitios aos excedentários e exigem ao governo mais excedentários para terem mais clientes a quem conceder mais crédito. Os juros sobem. Nova ronda de aumentos a pedido dos sindicatos dos excedentários e a pedido dos bancos. Bancarrota. Troika. Governo impopular por um mandato. Repete.

comentários mais recentes
Anónimo 10.05.2017

Ó Anónimo mais votado, se fosses honesto comparavas esses países com Portugal relativamente ao ordenado minimo e depois vinhas revindicar um aumento do salário minimo portugues para o dobro! Mas tens um problema, não és honesto e por isso vens aqui enganar os ditraídos, vendedor de banha de cobra!

Anónimo 10.05.2017

Caro Anónimo, nós todos já lemos esses comentários nas outras notícias que fizeste copy paste, sê mais criativo, pelo menos troca uns verbos ou usa sinónimos. Sempre a mesma conversa do excedentário, quando TU ao seres pago para comentar, és a pura definição de excedentarismo, não acrescentas nada

Anónimo 10.05.2017

Incrível a notícia fabricada e os comentários dos respetivos seguidores... comparando com março de 2015 p.e. em que esteve a 1,8% vai uma boa diferença...sim é melhor que a taxa de +4% que já esteve este ano, mas convenhamos que está muito longe de ser satisfatória e está anos luz das congéneres

Anónimo 10.05.2017

Dívida excessiva descontrolada é bom para os corruptos, os excedentários e os bancários. Para essa pandilha o descalabro pode vir em qualquer altura que eles já se aviaram.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub