Obrigações Juros portugueses em queda acentuada voltam a baixar barreira dos 2%

Juros portugueses em queda acentuada voltam a baixar barreira dos 2%

A tendência de alívio estende-se à generalidade dos países do euro, depois de Constâncio ter defendido que ainda é necessário um "amplo grau" de estímulos monetários na região.
Juros portugueses em queda acentuada voltam a baixar barreira dos 2%
Bruno Simão
Rita Faria 13 de novembro de 2017 às 13:20

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão em queda acentuada esta segunda-feira, 13 de Novembro, tendo voltado a baixar a barreira dos 2%.

A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos desce 7,0 pontos base para 1,989%, depois de três sessões de subidas, que se seguiram aos mínimos de mais de dois anos e meio registados na quarta-feira da semana passada. Nessa sessão, a ‘yield’ tocou em 1,924%, o valor mais baixo desde Abril de 2015. Nos dias seguintes, porém, os juros voltaram a agravar-se, fechando a semana nos 2,059%.

O alívio registado esta segunda-feira estende-se à generalidade dos países do euro e acentuou-se depois de o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) ter defendido que ainda é necessário um "amplo grau" de estímulos monetários na região da moeda da moeda única.

Numa conferência em Frankfurt, Vítor Constâncio sublinhou que a recuperação da economia do euro é "robusta e resiliente", mas ainda dependente dos estímulos do banco central, que deve, por isso, "ser paciente e persistente".

"A economia da Zona Euro está a passar por uma recuperação ampla, robusta e resiliente, e esta recuperação é sustentada pelas medidas de política monetária introduzidas pela CEB desde Junho de 2014", referiu Constâncio, citado pela Bloomberg.

No entanto, sublinhou, "sabemos que este processo ainda depende significativamente do nosso apoio em termos de política monetária. Ainda não é auto-sustentado e, portanto, devemos ser pacientes e persistentes".

Neste sentido, o responsável defende que "um amplo grau de estímulos monetários ainda é necessário" para impulsionar a inflação no médio prazo e garantir que a recuperação da economia não perde impulso.

Esta convicção ficou patente na última reunião do BCE, que decidiu prolongar o programa de compra de activos pelo menos até Setembro de 2018, ainda que a um ritmo de apenas 30 mil milhões de euros por mês, metade dos actuais 60 mil milhões.

Em Espanha, os juros da dívida a dez anos descem 4,0 pontos para 1,536%, em Itália recuam 3,0 pontos para 1,816% e na Alemanha aliviam 2,0 pontos para 0,390%. 




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