Obrigações Juros sobem com expectativa de retirada de estímulos dos bancos centrais

Juros sobem com expectativa de retirada de estímulos dos bancos centrais

As taxas de juro implícitas nas obrigações portuguesas estão a subir, a acompanhar a evolução das congéneres europeias, numa altura em que cresce a expectativa de que os bancos centrais vão começar a retirar estímulos.
Juros sobem com expectativa de retirada de estímulos dos bancos centrais
Bloomberg
Sara Antunes 27 de Outubro de 2016 às 15:48

As taxas de juro implícitas nas obrigações estão a subir um pouco por todo o mundo, com os investidores a acreditarem que os bancos centrais vão começar a retirar estímulos. Uma crença que cresceu depois de terem sido conhecidos os dados do PIB do Reino Unido.

 

O produto interno bruto (PIB) no Reino Unido cresceu 0,5% no terceiro trimestre deste ano, acima das estimativas dos economistas, naquele que foi o 15.º trimestre consecutivo de variações positivas em cadeia.

 

Estes dados levaram a que a expectativa em torno de um eventual novo corte de juros no Reino Unido diminuísse. Ao mesmo tempo, a especulação de que a Reserva Federal (Fed) dos EUA aumente as taxas de juro em Dezembro tem vindo a crescer.

 

Com menos estímulos económicos, as taxas de juro tendem a subir. E mesmo na Zona Euro, onde se prevê que o Banco Central Europeu (BCE) até prolongue o programa de compra de activos além de Março de 2017, data na qual está previsto terminar, os juros soberanos estão a agravar no mercado secundário.

 

E Portugal não é excepção. A taxa de juro implícita na dívida portuguesa a 10 anos está a avançar 7,0 pontos base para 3,277%, depois de no início da semana ter recuado a reflectir a manutenção do "rating" e da perspectiva por parte da agência DBRS, mantendo a elegibilidade das obrigações portuguesas para o programa de compras do Banco Central Europeu.

 

As apreciações são generalizadas. As alemãs "bunds" sobem 9,0 pontos, as taxas a 10 anos de França, Itália e Espanha avançam mais de oito pontos.




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mais votado Anónimo 27.10.2016


O MAIOR BURACO DO OE 2016

Buraco Anual da CGA = Défice Orçamental 2016

(Este buraco é tapado com o dinheiro sacado aos outros portugueses, através dos sucessivos aumentos de impostos)


comentários mais recentes
Anónimo 27.10.2016


O PAÍS DAS MARAVILHAS (PARA ALGUNS)

A FP volta às 35 horas, salários altos e muitas outras benesses...

enquanto os privados trabalham 40, com salários muito mais baixos, e ainda tem que pagar impostos cada vez mais altos para sustentar os privilégios da FP e seus pensionistas.

Anónimo 27.10.2016


O MAIOR BURACO DO OE 2016

Buraco Anual da CGA = Défice Orçamental 2016

(Este buraco é tapado com o dinheiro sacado aos outros portugueses, através dos sucessivos aumentos de impostos)


Anónimo 27.10.2016

Errado! Só a Portuguesa Sobe! E vai subir até ao valor falado pela DBRS - 4,2%

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