Mercados Juros da dívida de Espanha já superam os da Irlanda em todos os prazos

Juros da dívida de Espanha já superam os da Irlanda em todos os prazos

Pressão dos mercados está hoje invulgarmente concentrada sobre um único país do euro: Espanha. Pela primeira vez, em seis sessões, a "yield" a dez anos está acima de 7%.
Eva Gaspar 19 de Julho de 2012 às 11:37
Espanha está hoje sob uma renovada pressão nos mercados de dívida pública, tendo as taxas de juro implícitas nos títulos a dez anos voltado a quebrar, pela primeira vez em seis sessões, a fasquia de 7%.

As subidas mais acentuadas observam-se, porém, nos prazos mais curtos, o que está a fazer com que a curva de rendimentos esteja a ficar mais “plana “, evidenciando um agravamento da preocupação dos investidores sobre o rumo de Espanha no curto prazo. A “yield” a dois anos sobe 25,9 pontos base para 5,27%.

Neste momento, tomando por referência o “preço” a que estão a ser trocados os títulos de dívida pública dos vários prazos no mercado secundário, Espanha já apresenta um perfil de financiamento mais desfavorável do que a Irlanda, onde as taxas oscilam entre 3,59% a um ano e 6,27% a nove (Irlanda não tem activas linhas de financiamento a dez anos).

O Tesouro espanhol emitiu dívida a custos mais elevados esta manhã, num leilão de obrigações a dois, cinco e sete anos em que registou uma procura mais baixa do que em operações equiparáveis.

As mais recentes previsões do FMI antecipam dois anos de recessão no maior fornecedor e cliente da economia portuguesa, desemprego a afectar um quarto da população activa, numa altura em que real situação da banca ainda alimenta muitas incertezas, quando se prepara para receber a primeira fatia do empréstimo europeu de 30 mil milhões de euros.

Nos restantes países do euro (incluindo a Grécia, mas apenas no prazo de dois anos), as taxas de juro da dívida estão em queda, inclusive em Itália, que tem andado lado a lado com Espanha e surge agora desligada do país ibérico. Os juros italianos estão a variar entre 3,55% a dois anos e 6,01% a dez. Portugal está também com descidas na maioria dos prazos, com as “yields” a variar entre 7,59% (dois anos) e 10,52% (a dez).

A Alemanha apresenta já três prazos de financiamento (um, dois e três anos) com "yields" negativas, com a França a aproximar-se também dessa situação, com as "yields" nesses prazos em valores residuais.

Só a Suíça faz melhor: tem quatro prazos em que as obrigações estão a ser trocadas no mercado secundário com expectativa de rendibilidades negativas. Uma circunstância que ajuda a explicar esta situação decorre de, por exemplo, os fundos de pensões terem obrigatoriamente de colocar parte das suas aplicações em títulos de “rating” máximo por parte das três grandes agências, havendo escassa oferta no mercado da dívida soberana capaz de cumprir essa exigência.



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comentários mais recentes
Anónimo 20.07.2012

O que é que Sócrates e Zapatero tem em comum?????

Espanha foi destruída em poucos anos!! Ainda há pouco tinham um SUPERAVIT!!!!

Os ilumidados "socialistas" deveriam perder a cidadania PORTUGUESA!!!! Não a merecem!

Manuel 19.07.2012

Boa tarde a todos.
Tambem partilho da opiniao do hlxv. Já o previ á cerca de um ano e meio! Mas a menos que a uniao eurppeia tomes medidas a serio o estoiro vai ser mto grande.

Um ...ESPANTO!!!! 19.07.2012

Oh! COMENTADORES ILUMINADOS e ENCARTADOS, a culpa de tudo isto, COMO É EVIDENTE, é do...SÓCRATES e do PS, ou não??!! Deve ter sido feito, pelo SÒCRATES ou pelo PS, algum ...TELEFONEMA PARA "pressionar os mercados"..., uma vez que tais telefonemas estão na moda..., pelo menos entre nós... .
Além de que SÓCRATES é terrível, quando se zanga...

Elvira 19.07.2012

Os socialistas são como uma praga de gafanhotos: por onde passaram destruíram, sugaram, comeram e roubaram tudo. Não ficou nada sobre nada e a ilusão de boa vida de que o Povo estúpido, imbecil e ignorante gozava não passava disso mesmo: de uma gigantesca ilusão. O gajo de Paris ou o Sapateiro são gente do mesmo caixote do lixo, que fede e escorre os restos.

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