Juros da dívida portuguesa caem mais de 50 pontos em todos os prazos
06 Agosto 2012, 16:49 por Sara Antunes | saraantunes@negocios.pt
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Em dia de forte alívio nas "yields" das obrigações dos periféricos, os juros de Portugal caem de forma acentuada também nos prazos mais longos.
Os juros da dívida dos países periféricos estão hoje a registar quedas acentuadas, numa sessão marcada pelo alívio da pressão sobre Espanha.

A descida dos juros está sobretudo relacionada como facto de a Alemanha ter demosntrado apoio ao plano de Mario Draghi para o BCE comprar dívida no mercado secundário.

A “yield” das obrigações a dois anos de Portugal está a descer 89 pontos base para 6,951%, o que corresponde à maior queda em mais de um mês. A taxa a cinco anos desce ainda de forma mais acentuada, com uma redução de 91 pontos base para 6,209%.

Nos prazos inferiores a cinco anos os juros nacionais estão todos abaixo dos 10%, sendo que nas maturidades mais longas a tendência de hoje é também de queda acentuada. As obrigações com prazo a 10 anos recuam 49 pontos base, sendo que já estiveram a ceder mais terreno, para 10,486%.

Esta queda na maturidade a 10 anos é a mais forte desde 22 de Junho, vésperas da última cimeira europeia.

A descida acentuada que se verifica na negociação dos juros implícitos das obrigações portuguesas está a reflectir uma redução de pressão sobre a Europa, já que esta tendência está a ser observada na generalidade dos países.

Em Espanha, a descida da taxa a dois anos está a ser de 46 pontos para 3,49%, a cinco anos a queda é de 43 pontos para 5,42% e a 10 anos a taxa está a cair 11 pontos para 6,73%.

Em Itália as quedas também são generalizadas, sendo que a taxa a 10 anos situa-se abaixo dos 6%.

Os investidores parecem estar a aliviar a pressão sobre os países europeus, num início de semana marcado por afirmações duras e notícias que apontam para que França esteja a pressionar Itália para que Roma avance com um pedido de intervenção externa.

Nas bolsas este alívio sobre os periféricos também se fez sentir, com a bolsa espanhola a comandar os ganhos na Europa, com uma subida de 4%.

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, sublinhou este fim-de-semana que o futuro da Europa pode estar em risco e apelou para que os países do Norte dêem mais tempo para que os países numa situação mais frágil consigam repor as suas contas e regressar ao crescimento.

Já esta segunda-feira, o jornal italiano “La Republica” revela que o presidente francês, François Hollande, estará a pressionar Itália para que o país avance com um pedido de apoio financeiro, através dos fundos de resgate da Europa.

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