Mercados Juros da dívida portuguesa disparam depois das eleições na Europa

Juros da dívida portuguesa disparam depois das eleições na Europa

A taxa de juro da dívida portuguesa está a disparar na generalidade dos prazos, depois de Hollande ter sido eleito com a promessa de menor austeridade e com os partidos que subscreveram o acordo da Grécia com a troika a ficarem aquém da maioria absoluta.
Hugo Paula 07 de Maio de 2012 às 10:05
A taxa de juro implícita na dívida pública portuguesa, negociada no mercado secundário, está a subir 18,9 pontos base para 8,166%, segundo o índice genérico da Bloomberg.

Já no prazo de cinco anos, a yield da dívida anos dispara 31,6 pontos base para 12,753% e no prazo de 10 anos a subida é de 12,4 pontos base para 11,223%, regressando aos níveis em que se encontrava no final do mês de Abril.

A tendência de subida dos juros é generalizada na Europa, com excepção para as obrigações alemãs, depois de os resultados eleitorais na Europa terem deixado os investidores apreensivos. Em França, as eleições foram ganhas por François Hollande, com promessas de menor austeridade e na Grécia, os partidos que subscreveram o memorando de entendimento com a troika não atingiram a maioria absoluta.

Factores que levaram os investidores a aumentarem a exposição à segurança relativa das obrigações alemãs, levando os juros da dívida a cinco, 10 e 30 anos a atingir mínimos recorde, segundo a Bloomberg. No resto da Europa a tendência é de subida dos juros.

A “yield” das “bunds” (obrigações alemãs a 10 anos) recua um ponto base para 1,574%. Já os juros da dívida de França sobem 0,9 pontos base para 2,835% e a remuneração implícita da dívida espanhola a 10 anos sobe 8,1 pontos base para 5,815%. Em Itália, a taxa de juro das obrigações com a mesma maturidade ascende 8,1 pontos para 5,514%. O socialista francês promete quebrar o consenso entre os dois maiores países europeus quanto à política de resposta à crise europeia. Na Grécia, os dois partidos que formaram Governo nas últimas eleições não reúnem maioria absoluta e terão de negociar um compromisso político com um dos partidos no Parlamento.

Embora os dois principais partidos da Grécia, os únicos que assinaram e não são contra o memorando de entendimento com a troika, só necessitem de dois deputados para atingir a maioria absoluta, terão de negociar com forças políticas que se opõem, abertamente, ao acordo com as autoridades internacionais.




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comentários mais recentes
Anónimo 08.05.2012

Esta é a resposta a Mário Soares e a todos os Xuxas, nacionais e internacionais, a política de terra queimada não é boa conselheira, e quem meteu o socialismo na gaveta continua com "palas" no rosto. Já é tempo de os meios de comunicação social distinguirem o que são bons textos e não olharem a reacções estupidificadas.

Macedo de Barros 08.05.2012

O poder económico não desiste de manietar o poder político! Não há condições para se governar com coerência e justiça social, a continuar esta pressão dos senhores do dinheiro; ou se calam e remetem à solidariedade, abdicando da ganância, ou serão agredidos pela contestação popular e pela desagregação civilizacional..., onde não terão sequer direito a existir, ante o poder da violência física da multidão enraivecida!

antonio 07.05.2012

hollane vai enterrar o pais ainda mais, e um demagogo como todos os xuxalistas. A frança tem sido a coveira da europa desde a revoluçao francesa, muitas ideias mas para as executar nao tem nem poder, nem dinheiro, nem tamanho nem lideres a serio. Quer ser muitouniversalista, a tal ponto que dentro de 20 anos tera um governo de uma qualquer irmandade muçulmana depois veremos os valores da republique. Lentamente começa a contecer em certas regioes onde a concentraçao de muculmanos vai levar uma irmandade a presidente de camara depois as obras serao mesquoitas de 500 metros em 500 metros, A FRANÇA E UM BLUFF.

Anónimo 07.05.2012

Srs. Jornalistas, parem de ser sensacionalistas....
Os juros da dívida não disparam; as oscilações são equivalente às que temos assistido nas últimas semanas.
Vão fazer trabalho sério em vez de andar a inventar títulos para não notícias.

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