As taxas de juro implícitas na dívida pública portuguesa estão em forte queda, num comportamneto que reflecte o aliviar de pressão sobre Portugal. Tendência de descida contraria a das restantes economias periféricas.

A “yield” implícita nas obrigações a dois anos recua 42,4 pontos base para 8,511% e renova um mínimo do dia 31 de Março de 2011, segundo as taxas genéricas da Bloomberg para Portugal.
No prazo de cinco anos a queda é de 29,5 pontos base para 12,273%. Uma taxa que é a mais baixa desde o passado dia 6 de Setembro. Nos títulos com prazo de 10 anos a taxa de remuneração implícita renova mínimos com o mesmo prazo, com os juros a caírem 10,9 pontos base para 10,825%.
A tendência de descida dos juros contraria a dos juros de Espanha,
Itália e França. Ontem, a agência de “rating” Standard & Poor’s cortou a classificação da qualidade de crédito da dívida de Espanha em dois níveis para “BBB+”.
Os juros da dívida a 10 anos espahóis sobem 8,6 pontos base para 5,919%, no meracdo secundário, e a “yield” das obrigações a 10 anos de Itália avança 7,8 pontos base para 5,720%.
Em França, os juros da dívida a 10 anos sobem 2,0 pontos base para 2,998%, enquanto a “yield” da dívida alemã recua 0,1 pontos base para 1,486%, com os investidores a aumentarem a sua exposição a activos de refúgio.
"A confiança está-se a deteriorar e parte dessa história tem a ver, claro, com a perspectiva para Espanha", disse o economista do holandês Rabobank, Elwin de Groot, à Bloomberg. "A taxa de juro da dívida pública de curto prazo da Alemanha é quase zero, é uma loucura."