Obrigações Juros da dívida passam ao lado da especulação em torno do BCE

Juros da dívida passam ao lado da especulação em torno do BCE

Os juros da dívida da generalidade dos países do euro negoceiam sem uma tendência definida, entre quedas e subidas pouco acentuadas, apesar da especulação em torno dos planos de Frankurt para reduzir gradualmente os estímulos à economia.
Juros da dívida passam ao lado da especulação em torno do BCE
Bloomberg
Rita Faria 05 de Outubro de 2016 às 10:14

Os juros da dívida da generalidade dos países da Zona Euro estão pouco alterados esta quarta-feira, 5 de Outubro, apesar da especulação em torno dos planos do BCE para retirar gradualmente os estímulos à economia.

 

Em Portugal, os juros associados à dívida a dez anos sobem 1,7 pontos base para 3,403%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, a ‘yield’ desce 0,1 pontos para 0,976%.

 

Em Itália, os juros das obrigações a dez anos agravam-se em 1,3 pontos para 1,319%, enquanto na Alemanha a ‘yield’ das bunds cai 0,2 pontos para -0,056%.

 

Como os juros alemães estão a descer, e os portugueses a subir, também o risco da dívida de Portugal – medido pelo spread face à dívida alemã – está mais alto. Avança 2,1 pontos esta quarta-feira para 343,3 pontos.

 

Esta evolução acontece depois de a Bloomberg ter avançado ontem que o Banco Central Europeu está a estudar a forma como poderá retirar os estímulos à economia do euro causando o menor impacto possível no mercado.

 

Segundo avançou a agência noticiosa, o plano de Frankfurt passará por reduzir em dez mil milhões de euros o ritmo das compras mensais de activos até à data para a retirada total dos estímulos que, para já, está fixada em Março de 2017.

 

Muitos analistas estão a desvalorizar a notícia, considerando natural que o banco central avalie a melhor forma de retirar os estímulos à economia sem causar impacto no mercado. Numa nota citada pela Bloomberg, especialistas do RBS referem que se trata apenas "do óbvio", que o programa de estímulos vai acabar um dia.

Frankfurt tem como meta actual comprar uma média de 80 mil milhões de euros de activos por mês até, pelo menos, Março de 2017. No entanto, apesar desse prazo, Mario Draghi tem reiterado, como na última reunião de política monetária, por exemplo, que o programa durará até àquela data "ou até mais tarde, se necessário, e, em qualquer caso, até que o Conselho do BCE considere que se verifica um ajustamento sustentado da trajectória de inflação, compatível com o seu objectivo".

A Bloomberg contactou o BCE sobre o plano para reduzir em dez mil milhões de euros por mês as compras, com fonte oficial de Frankfurt a referir que "o Conselho de Governadores não discutiu esses assuntos, como o presidente Mario Draghi disse na última conferência de imprensa e na sua recente audição no Parlamento Europeu".



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mais votado matita42 05.10.2016

Com a geringonça, durante um ano os juros da dívida subiram cerca de 50%, será que é isto que os portugueses querem para os seus filhos que dizem amar e lutarem pela sua felicidade?
Qualquer coisa não bate certo, as sondagens ou o desejo de felicidade dos pais para os seus filhos.

comentários mais recentes
gatogato 05.10.2016

Nos países da UE, a taxa de juro da dívida desceu para todos excepto para 4 países, durante 2016. O país onde a taxa cresceu mais, foi - é claro - Portugal, e de uma forma destacada. Durante este ano, as taxas de juro de Portugal já ultrapassaram a Polónia, a Roménia, o Qatar, a Croacia e a Argentina.

gatogato 05.10.2016

Passam ao lado, mas só os vejo a subir! A bússola do JdN está desmagnetizada!

matita42 05.10.2016

Com a geringonça, durante um ano os juros da dívida subiram cerca de 50%, será que é isto que os portugueses querem para os seus filhos que dizem amar e lutarem pela sua felicidade?
Qualquer coisa não bate certo, as sondagens ou o desejo de felicidade dos pais para os seus filhos.

Anónimo 05.10.2016

Vá lá assim a forte subida dos juros da divida de Portugal pode ser ignorada.

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