Juros das obrigações portuguesas sobem para máximos de quatro meses
10 Dezembro 2009, 10:15 por Nuno Carregueiro | nc@negocios.pt
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As "yields" das obrigações europeias estão hoje de novo em forte alta, sobretudo nos países do sul da Europa, penalizados pelas ameaças de corte de "rating" por parte da agência S&P. O juro das Obrigações do Tesouro portuguesas sobe 9 pontos base, com a "yield" a aproximar-se dos 4%, um máximo desde Agosto.
As “yields” das obrigações europeias estão hoje de novo em forte alta, sobretudo nos países do sul da Europa, penalizados pelas ameaças de corte de “rating” por parte da agência S&P. O juro das Obrigações do Tesouro portuguesas sobe 9 pontos base, com a “yield” a aproximar-se dos 4%, um máximo desde Agosto.

Estas subidas reflectem o maior prémio de risco exigido pelos investidores para comprarem dívida dos países europeus, devido aos receios gerados com o facto de a Standard & Poor’s ter cortado para negativa a perspectiva da dívida pública da Grécia, Espanha e Portugal.

As obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos estão a cair para 105,99, elevando a “yield” para 3,977%, o nível mais elevado desde 13 de Agosto, quando se situava acima dos 4%. As “yields”, que representam a rentabilidade das obrigações, variam em sentido inverso à cotação dos títulos.

A subida de hoje é de 9 pontos base, depois de ontem já ter registado uma forte subida, acima de 10 pontos base. Este aumento reflecte a percepção dos investidores do maior nível de risco de incumprimento da dívida portuguesa, exigindo assim um juro mais elevado.

Mas a subida não é exclusiva da dívida portuguesa. Na Grécia a “yield” das obrigações a 10 anos sobem 13 pontos base para 5,717%, na Espanha avançam 9 pontos base para 3,906% e na Irlanda sobem 10 pontos base para 5,128%.

Também na Alemanha as “yields” sobem, em 3 pontos base para 3,162%. Dado esta subida ser menor, continua assim a alargar-se o “spread” da “yields” da dívida pública portuguesa, face à alemã. Situa-se agora em 81,5 pontos base.

Apesar da subida recente nas últimas sessões, a “yield” das OT portuguesas acumula uma descida de 13 pontos base este ano e 59 pontos nos últimos seis meses.

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