Bolsa Lisboa em quarta sessão de quedas pressionada por BCP e Renováveis

Lisboa em quarta sessão de quedas pressionada por BCP e Renováveis

A praça portuguesa registou a maior série de perdas em mais de um mês e recuou para mínimos de três semanas num dia marcado por resultados empresariais e pela recuperação das acções europeias de oito quedas consecutivas.
Paulo Zacarias Gomes 03 de Novembro de 2016 às 16:44

A praça portuguesa encerrou a sessão desta quinta-feira, 3 de Novembro, com o quarto dia consecutivo de quedas, numa altura em que as acções europeias travaram oito dias seguidos de perdas.

O PSI-20 fechou a cair 0,18% para 4.539,68 pontos, em mínimos de três semanas e a registar a maior série negativa em mais de um mês.

Os títulos do BCP, da EDP Renováveis e da Nos estiveram entre as piores performance, estando entre os dez papéis em queda. Sete encerraram com valorizações e um inalterado.

A Renováveis perdeu 1,29% para 6,481 euros na sessão em que anunciou que as contas dos primeiros nove meses resultaram num lucro de 29 milhões de euros, um valor 71% abaixo do de há um ano e inferior ao que estava a ser estimado pelos analistas (que oscilavam entre os 36 e os 37 milhões de euros).

Entre as energéticas esta foi a única a registar quedas. Apesar do preço do petróleo cair mais de 1% em Londres e em Nova Iorque, os títulos da Galp Energia somaram 0,25% para 12,02 euros. A REN ganhou 0,12% para 2,606 euros. 

No dia em que apresentam resultados trimestrais ao mercado, os papéis da EDP encerraram a valorizar 0,55% para 2,909, a Altri perdeu 0,35% para 3,09 euros e, fora do índice, a Cofina terminou inalterada em 0,279 euros.

O BCP somou a segunda sessão negativa, terminando o dia em recuo de 0,59% para 1,197 euros. Nas nove sessões em que a acção já negociou depois da fusão de 75 títulos num, houve apenas um dia de ganhos para a instituição liderada por Nuno Amado. A Nos valia 5,858 no fecho, depois de uma queda de 0,88%.

A cotação do fundo de participação do Montepio encerrou inalterada no dia em que o Negócios noticiou que o banco mantém a intenção de congelar os salários dos seus trabalhadores, uma situação que pode ser aceite pelos sindicatos com a contrapartida de que não haverá, nesse período, recurso ao despedimento colectivo.

Mota Engil e Corticeira Amorim perderam mais de 1,5% enquanto no retalho os ganhos da Sonae (1%, no dia em que a Sonae Sierra deverá apresentar resultados) superaram os 0,1% da Jerónimo Martins. 

(Notícia actualizada às 17:21)




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Ai amado vais afundar a banqueta de vez! Há 1 dia

Andaram a fazer o reverse split para isto?! Foi para as acções terem mais margem para as quedas?! Porque quando cotava a 0.015 euros era mais difícil cair! Assim ainda tem muito trambolhão para dar! Ah!, grande Amado, não passas de um ASELHA à frente da banqueta! Mas pago a preço de OURO!

Oh, Amado vai pró c.a.ralho! Há 1 dia

O cancro maligno BCP da nossa bolsa não para de derrapar! O Amado é um cepo à frente da banqueta! Espero q a acção do BCP dê vários trambolhões e q vá abaixo de 1 €. Não confio na gestão do BCP, é uma máquina de destruir valor aos accionistas! Arre q é demais! Esta acção já cotou a mais de 5 €!

Anónimo Há 1 dia

o maior eskroke do bcp o ceo n.amado já devia ter sido corrido a pontapé e pendurado para todos os cidadãos saberem quem foi que triturou aos acionistas mais de 5000 milhões de euros aos acionistas em 5anos,como é possível estar à frente do banco?traiu os acionistas ao vender 16% ao chinoca traidor!

PARA O CEO DO BCP E PARA OS ACIONISTAS Há 1 dia

Sr. Amado, está orgulhoso por ter informado o adiamento da apresentação dos resultados para depois da votação da blindagem exigida pela Fosun? Foi para os acionistas votarem sem saber o real estado do banco? Acionistas, votem contra a blindagem a 20 e a 30 %, que afasta novos e melhores investidores

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