Research Lucros da EDP terão descido 5% com seca a penalizar

Lucros da EDP terão descido 5% com seca a penalizar

O negócio das renováveis deverá representar a maior fatia do EBITDA gerado pela EDP nos primeiros nove meses do ano.
Lucros da EDP terão descido 5% com seca a penalizar
Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro 31 de outubro de 2017 às 09:10

Os analistas do CaixaBI antecipam que a EDP tenha fechado os primeiros nove meses deste ano com um resultado líquido de 583 milhões de euros, o que traduz uma queda de 5% face aos lucros de 615 milhões de euros obtidos no mesmo período do ano passado.

 

Numa nota de "research" a que o Negócios teve acesso, a analista Helena Barbosa relaciona a descida dos lucros com o desempenho no mercado ibérico, já que a "seca prolongada em 2017 compara com uma hidraulicidade elevada e preços spot baixos no ano anterior".

 

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o verão de 2017 foi quente e extremamente seco, com temperaturas médias do ar superiores e quantidades de precipitação inferiores ao normal, refere a Lusa.

 

O Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH) revelou que, no final de Setembro, mais de 80% de Portugal continental estava em seca severa e a quantidade de água armazenada tinha voltado a descer em todas as bacias hidrográficas de Portugal continental, na comparação com Agosto.

 
Renováveis com maior peso no EBITDA

O EBITDA da EDP terá também sofrido com este efeito climatérico negativo, diminuindo 7% para 2.697 milhões de euros. A queda mais forte terá sido registada precisamente na unidade ibérica de geração e fornecimento de energia eléctrica (-38% para 530 milhões de euros).

 

Nos activos regulados o EBITDA terá descido 2% para 733 milhões de euros, "sobretudo devido à desconsolidação do negócio do gás em Espanha cuja venda foi concluída em Julho", refere o CaixaBI.

 

Com o contributo do Brasil a estabilizar nos 466 milhões de euros, é o negócio das renováveis que gera o maior volume de EBITDA, o que não acontecia no ano passado. Nesta área de negócio o CaixaBI estimava um aumento de 15% no EBITDA da EDP. A EDP Renováveis anunciou esta manhã (já depois da publicação do "researh") que o EBITDA aumentou 17%.

 

Na nota onde faz a antevisão dos resultados que a empresa de António Mexia vai anunciar na quinta-feira, o CaixaBI salienta que a "falta de visibilidade no impacto de novas medidas regulatórias para o período 2018-2020 também estão a penalizar as acções da EDP".

 

Os títulos da eléctrica estão esta terça-feira a subir 1,09% para 3,065 euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Talvez um novo director possa fazer com que este jornal faça as contas certas. A EDP não tem fluxo de caixa. Não consegue pagar a dívida.Ainda falta ajustar pelas rendas e indemnizações pelas praticas passadas do Dr. Mexia. Manter os dividendos nestes níveis é irresponsável. Catroga não intervém?