Trading Maior fundo do mundo atinge 1 bilião de dólares

Maior fundo do mundo atinge 1 bilião de dólares

O fundo norueguês cresceu mais de 13 vezes desde 2002. E regista valorizações recorde este ano.
Maior fundo do mundo atinge 1 bilião de dólares
Reuters
Mariana Adam 19 de setembro de 2017 às 13:12

O fundo soberano da Noruega passou a meta de 1 bilião de dólares pela primeira vez esta terça-feira, dia 19 de Setembro, impulsionado pela subida dos mercados accionistas globais e pela fraqueza do dólar. Este marco histórico foi alcançado às 02:01 da madrugada em Oslo, escreve a Bloomberg que cita um comunicado da Norges Bank Investment Management.


O objectivo do fundo, criado em 1996, é investir as receitas do petróleo e gás natural para assegurar as pensões dos noruegueses. Os ganhos deste fundo soberano em 2017 tem sido os mais acentuados da sua história, mas o seu crescimento tem sido exponencial: cresceu 13 vezes desde 2002, de acordo com as contas feitas hoje pelo Financial Times.


"Ninguém esperava que o fundo atingisse um bilião de dólares quando a primeira transferência de receita do petróleo foi feita em Maio de 1996", disse esta terça-feira Yngve Slyngstad, director executivo do fundo. "O crescimento do valor de mercado do fundo foi impressionante". Ele já vale cerca de duas vezes e meia o PIB anual da Noruega - um país com apenas 5,2 milhões de pessoas.


O fundo gerido pelo Norges Bank Investment Managment começou por investir apenas em títulos, mas actualmente aposta maioritariamente em acções estrangeiras (cerca de 65%). Os investimentos estão espalhados por 77 países e perto de nove mil empresas, os últimos dados referem que este fundo controla 1,3% do capital de todas as cotadas mundiais.


O fundo é, aliás, um dos maiores investidores da bolsa portuguesa e conseguiu um ganho de recorde de 58 mil milhões de euros nos primeiros seis meses de 2017 em Portugal.

 

O FT lembra que o fundo recentemente se tornou uma accionista activo nas gigantes Apple e Facebook. Já a Bloomberg sublinha que a riqueza extrema pode não ser uma boa notícia, já que o fundo tem cada vez mais dificuldades em encontrar mercados suficientemente grandes para investir. E os políticos da Noruega estão cada vez mais dependentes do fundo para financiar as despesas públicas do país, o ano passado pela primeira vez o executivo de Oslo retirou dinheiro directamente do fundo.

O governador do Banco Central, Oystein Olsen, avisa que perante o declínio nos preços do petróleo o fundo já pode ter atingido o seu pico. O governo da Noruega já reduziu a previsão de receita esperada de 4% para 3%.  E o recém reeleito primeiro-ministro daquele país, Erna Solberg, anunciou que vai supervisionar uma revisão do fundo nos próximos meses, que irá incluir alterações de governance e estratégia, nomeadamente através do deslocação dos actuais investimentos em dívidas das empresas para a aposta em alguns títulos de dívida pública.

 
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