Bolsa Mais um dia de recordes em Wall Street

Mais um dia de recordes em Wall Street

À boleia do BCE, as acções norte-americanas voltaram a registar uma sessão de ganhos, com o sector financeiro e as produtoras de matérias-primas a impulsionarem os índices.  
Mais um dia de recordes em Wall Street
Reuters

Os índices de acções norte-americanos continuam a fixar máximos históricos consecutivos. Voltou a acontecer na sessão desta quinta-feira, com os mercados accionistas a receberem de forma positiva o renovado programa de estímulos do Banco Central Europeu.

 

O Dow Jones avançou 0,33% para 19.614,81 pontos, fixando um novo recorde na sétima sessão de ganhos em oito. O S&P500 ganhou 0,22% para 2.246,19 pontos, atingindo também um máximo histórico que eleva para 5% o ganho acumulado desde a vitória de Donald Trump nas eleições.

 

A influenciar as negociações em Wall Street está o anúncio feito pelo Banco Central Europeu (BCE), que provocou uma queda acentuada nas obrigações, que transferiu os investidores para o mercado de acções.

 

Mario Draghi, presidente da autoridade monetária, anunciou que o BCE vai prolongar por um período adicional de nove meses o programa mensal de compra de activos. Este programa terminava em Março, pelo que agora será estendido até Dezembro de 2017.

 

No entanto, Draghi revelou ainda que o volume de compras irá ser reduzido a partir de Abril, caindo dos actuais 80 mil milhões de euros de compras mensais para 60 mil milhões por mês.

Sendo que Draghi acrescentou que se houver necessidade o BCE poderá não só voltar a prolongar o programa de "quantitative easing", como também voltar a incrementar o ritmo mensal de compras. 

 

Wall Street acabou por seguir os ganhos das bolsas europeias, que foram impulsionadas sobretudo pelo sector financeiro. O Goldman Sachs avançou 2,5% para 241,45 dólares e o JPMorgan Chase somou 1,25% para 85,12 dólares.


As produtoras de matérias-primas também impulsionaram os índices, numa sessão em que o petróleo sobe mais de 2% em Nova Iorque, para 50,85 dólares. A Chevron valorizou 0,64% para 115,17 dólares.  

 

A justificar a tendência positiva em Wall Street esteve ainda a redução do número de novos pedidos de subsídio de desemprego registado na semana passada. O número de novos pedidos caiu em 10 mil para 258 mil na semana finda a 3 de Dezembro. Ainda assim a estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg apontava para uma redução ainda maior num total de 255 mil pedidos.

 

Entretanto nos Estados Unidos aguarda-se também com expectativa a decisão que será anunciada pela Reserva Federal do país no próximo dia 14 de Dezembro. Os investidores colocam em 100% as probabilidades de a instituição liderada por Janet Yellen anunciar um aumento dos juros, o que a acontecer será a segunda subida dos custos do dinheiro no espaço de um ano.  


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